Um nocaute em The Fighter, de David O. Russell

Posted in Drama, Oscar 2011 on 19/02/2011 by cinemacc

Todo ano é assim: sempre há filmes que concorrem ao Oscar que a única forma de compreender as indicações está em algum desempenho individual ou do elenco, ou mesmo nas campanhas de marketing que são realizadas junto a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Ao olhar por esse prisma, comento The Fighter (no Brasil com o “brilhante” título O Vencedor), filme que vi esta semana e que recebeu 7 indicações ao prêmio (filme, diretor (David O. Russell), ator coadjuvante (Christian Bale), atriz coadjuvante (Melissa Leo e Amy Adams), edição e roteiro adaptado).

Inspirado nas trajetórias dos boxeadores Dicky Ecklund e Micky Ward, a obra traz uma história de família, no universo do boxe, com uma pitada de dramas individuais alicerçadas em um roteiro que simplifica problemáticas densas. O filme resgata um documentário realizado pelo HBO (High on Crack Street: Lost Lives in Lowell) sobre Dicky Ecklund (Christian Bale), que procura enfocar a derrocada de uma lenda do boxe para o vício nas drogas – em específico o crack. Dicky desperdiçou sua grande chance na carreira e agora, o seu meio-irmão Micky Ward (Mark Wahlberg) é a nova esperança na trajetória da família. A trama expõe as dores e os conflitos entre os irmãos, a mãe, o pai, enfim, entre todos que estão próximos de Micky e que o treinam e o auxiliam em suas lutas. Como todo filme de superação Micky terá que fazer escolhas difíceis como, por exemplo, entre seus familiares e a vontade de ser um verdadeiro campeão.

Pois aí está o problema maior do filme – estar centrado em Micky – Mark Wahlberg. Então vejamos:

Round 1: filmes de boxe merecem cenas bem filmadas, editadas, envolventes e repletas de emoção (não precisam necessariamente ter muitas cenas de luta!);

Round 2: biografias de boxeadores sempre levam em conta voltas por cima – com pontos de virada decisivos e densos. Mas em The Fighter, o protagonista é o coadjuvante! E a densidade do roteiro não justifica nenhum suor das inúmeras camisetas molhadas que aparecem na obra.

Round 3: Mark Wahlberg, que nunca fez nenhuma atuação digna, está em, provavelmente, a mais indigna das atuações. O cara era pra ser o herói da história, o sujeito vencedor, o motivo central pra a realização do filme e acaba por ser bisonhamente nocauteado pela mais ridícula das atuações nos últimos tempos. Não convence nem como filho, nem como namorado, nem como irmão, muito menos como lutador. Diria que é o pior dos protagonistas e dos antagonistas de todos os filmes indicados ao Oscar. Perde até para o pião de Inception! ]

Acabou a luta por Nocaute!!!

Bom, se você não viu The Fighter, cuide-se. Ele leva os espectadores naquele tipo de propaganda básica de dramas de superação “Inspirado em uma história real”.

O diretor David O. Russell [que dirigiu tempos atrás o provável primeiro filme que tem como pano de fundo a Guerra do Golfo, Three Kings (Três Reis)], tenta desenvolver o roteiro furado – mas indicado ao Oscar –, que cura um viciado em crack em apenas algum tempo de reclusão. A sensação que o filme provoca é que o vencedor acaba sendo o coadjuvante, Dicky, que tenta superar os clichês tradicionais da luta contra as drogas e o fracasso na carreira, mas o filme é simplista em dizer que o vencedor é o lutador protagonista, que consegue superar os desafios que se atravessam na sua frente, mas cujo objetivo está em se realizar como campeão mundial de boxe. Porém, o coadjuvante tem uma densidade que não se desenvolve e o protagonista é tão raso quanto um rio seco.

Bom, pra não dizer que quero só espancar um drama de boxe, destaco as atuações de Amy Adams como namorada do protagonista Micky, mas principalmente Melissa Leo e Christian Bale como respectivamente mãe e irmão mais velho de Micky. A cena em que a mãe busca Dicky consumido pelo crack, e ele cantarola I started a joke dos Bee Gees é emocionante.

Pena que faltou vencer o maior perigo de filmes com esse perfil: os clichês que estão na cara de um protagonista que não convence. Talvez seja para norte-americano ver… e crer…

Avaliação: 4

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Um retorno particularmente necessário

Posted in Elementares on 22/10/2010 by cinemacc

Salve cinéfilos!

Após mais de um ano longe do blog resolvi novamente dar as caras e retomar as atividades críticas, extensionistas e cinematográficas.

Essa distância não foi mera vontade particular, mas um afastamento por motivos profissionais, que desempenho junto ao Centro Universitário Franciscano.

E esse retorno é para destacar as atividades de um grupo de estudos que desenvolvo nessa universidade: O Grupo Cinematógrafo Histórico, que é composto pelos alunos André Jobim (UFSM), Arioli Helfner (UNIFRA), Lucas Loch (UNIFRA), Mateus Capssa (UFSM), Rodrigo Della Mea (UNIFRA).

Entre nossos objetivos estão: Estudar obras cinematográficas e suas implicações históricas enquanto interpretação e representação de sociedades, desenvolvendo o senso crítico e o aprofundamento acadêmico dos estudos audiovisuais; e resgatar obras cinematográficas e diretores renomados, produzindo atividades de pesquisa e extensão com ênfase em estilos estéticos e narrativos, abordagens temáticas e possibilidades de trabalhos teóricos entre cinema-história. 
Além do Grupo e das atividades vinculadas ao universo crítico cinematográfico na UNIFRA, seguimos com os Ciclos de Cinema Histórico da UFSM e parcerias com outros espaços de estudo como UFBA, a UPF e a UFPel.

Mais informações das atividades do Grupo Cinematógrafo Histórico vocês podem acompanhar em https://sites.google.com/site/maccariworkpage/grupo-de-estudos-cinematografo-historico

Em breve começamos recomeçamos com as nossas dicas e críticas cinematográficas.

Saudações Cinematográficas!

23º Ciclo de Cinema Histórico: Sessões “D” Segunda Guerra

Posted in Ciclo de Cinema Histórico, Cinema de Guerra, Drama on 15/05/2009 by cinemacc

ciclo 23 folder

Primeiramente minhas desculpas àqueles que acompanham este blog pela ausência de posts. Mas, às vezes, a falta de inspiração, tempo e organização acabam chocando-se com resultados como este: o desaparecimento sem justificativas do mundo virtual.

Felizmente quase tudo é reparável em se tratando de mídia. E postamos aqui com certa defasagem a notícia do XXIII Ciclo de Cinema Histórico: Sessões “D” Segunda Guerra, que será realizado no Auditório do CCSH-Centro, entre os meses de Maio e Julho, com entrada franca e com certificados aos participantes de 75% do evento.

Tal como os Estados Unidos que adentrou na Segunda Guerra apenas após sofrer danos bélicos e logísticos (pelo menos essa é justificativa atribuída cinematograficamente e historicamente a entrada norte-americana no conflito), aqui no blog também divulgamos o evento apenas quando o Tio Sam levantou-se e caminhou para os campos de batalha…

Claro que os filmes selecionados são obras que contemplam muito mais do que apenas revelar a ação dos Estados Unidos. Buscando em um perspectiva histórica do conflito, desde o início da década de 1930 até o posterior ataque à Nagasaki e Hiroshima, as obras revelam uma guerra em cada um, seja pela  propaganda, seja pela ficção patriótica, seja pelo retrato histórico de táticas de combate, seja pelo filme pacifista, seja pelo que for, a seleção alcança o cerne da questão Segunda Guerra Mundial enquanto cinema histórico e enquanto entretenimento.

O ciclo tem como objetivo pretende, a partir de uma perspectiva histórica dos eventos da Segunda Grande Guerra Mundial, procurando cumprir com uma sequência cinematográfica de obras de propaganda, documentários e ficção que contemplem, os principais momentos dessa guerra, diversificando as propostas estéticas e temáticas dos produtores e compondo um cenário adequado das relações entre cinema e guerra.

“A maior glória de uma guerra é sobreviver a ela”, essas palavras do diretor e ex-combatente da Segunda Guerra Mundial Samuel Fuller são um retrato do quanto a história de uma guerra é suja, repleta de dor, perda e desumanidade que em muitos casos ficam sob o véu frio das estatísticas ou como uma visão meramente político-econômico em que o homem é uma peça de um jogo em que conhecer o vencedor geralmente não possui glória alguma.

MAIO
11 de Maio de 2009, 19h15min, segunda-feira
Tag der Freiheit – Unsere Wehrmacht (O dia da liberdade)
Direção: Leni Riefenstahl
Alemanha, 1935, P&B, 15 min.
Com: Adolf Hitler, Rudolf Hess, Hermann Göring, Werner von Blomberg, Werner von Fritsch.
O filme: “Registro em curta-metragem de propaganda nazista, com cenas de revista das tropas nazistas.”
Macc Avaliação: 7,5

11 de Maio de 2009, 19h30min, segunda-feira
Prelude to War (Prelúdio de uma guerra)
Direção: Frank Capra; Anatole Litvak
Estados Unidos, 1943, P&B, 53 min
Com: Walter Huston (narrador), Anthony Veiller (narrador), Benito Mussolini, Adolf Hitler, Hirohito, Max Schmeling.
O filme: “Documentário de propaganda anti-fascista, mas principalmente alinhada a ideologia liberal norte-americana, que relata o avanço de Itália, Japão e Alemanha antes da eclosão ‘oficial’ do conflito.”
Premiações: Academy Awards®: Melhor documentário.
Comentários: Juliano Luis Palm
Macc Avaliação: 8,5

12 de Maio de 2009, 19h, terça-feira
Battle of Britain (A batalha britânica)
Direção: Guy Hamilton
Inglaterra, 1969, Color, 133 min.
Com: Michael Caine, Trevor Howard, Curd Jürgens, Ian McShane, Laurence Olivier, Christopher Plummer, Robert Shaw.
O filme: “Quando a Luftwaffe alemã bombardeia a Inglaterra tem início uma das mais importantes batalhas aéreas da Segunda Guerra, em que Real Força Aérea, em inferioridade numérica, desafiou a lógica, enfrentando o poder nazista.”
Premiações: BAFTA: Indicado Trilha para filme.
Comentários: Rondon de Castro
Macc Avaliação: 8

13 de Maio de 2009, 19h, quarta-feira
You, John Jones! (Você, John Jones)
Direção: Mervyn LeRoy
Estados Unidos, 1943, P&B, 10min
Com: James Cagney, Ann Sothern, Margaret O’Brien.
O filme: “Curta-Metragem de propaganda aliada. Trabalhador cuida da segurança de uma cidade norte-americana, quando vê a guerra chegando à sua terra, pondo em risco sua família.”
Macc Avaliação: 8

13 de Maio de 2009, 19h15min, quarta-feira
Cross of Iron (Cruz de Ferro)
Direção: Sam Peckinpah
Inglaterra/Alemanha, 1977, Color, 132 min.
Com: James Coburn, Maximilian Schell, James Mason, David Warner, Klaus Löwitsch.
O filme: “A obsessão de um comandante prussiano que busca a Cruz de Ferro para manter a honra de sua família e a luta dos soldados alemães pela sobrevivência no front soviético são caminhos que apenas o cinema de Peckinpah poderia percorrer de forma consciente.”
Comentários: José Iran Ribeiro
Macc Avaliação: 9

14 de Maio de 2009, 19h, quinta-feira
Idi i Smotri (Vá e veja)
Direção: Elem Klimov
União Soviética, 1977, Color/P&B, 142 min.
Com: Aleksei Kravchenko, Olga Mironova, Liubomiras Lauciavicius, Vladas Bagdonas.
O filme: “Obra sensível e selvagem que narra a trajetória Florya, um jovem separado de seus comandantes durante a Segunda Guerra Mundial, no front soviético. Filme impressionante; uma poesia sobre dor e perda”
Comentários: Paulo Aukar
Macc Avaliação: 10

15 de Maio, 19h, sexta-feira
From Here to Eternity (A um passo da eternidade)
Direção: Fred Zinnemann
Estados Unidos, 1953, P&B, 118 min.
Com: Burt Lancaster, Montgomery Clift, Deborah Kerr, Donna Reed, Frank Sinatra.
O filme: “Talvez o beijo mais famoso da história do cinema, atuações brilhantes e roteiro interessante que revela o que se passava em Pearl Harbor antes do ataque japonês. O ato ficou conhecido pela infâmia e o filme pela inspiração dos realizadores.”
Premiações: Academy Awards®: Melhor Filme, Diretor, Roteiro, Ator Coadjuvante (Frank Sinatra), Atriz Coadjuvante (Donna Reed), Edição, Fotografia em Preto e Branco Som. Indicado: Ator (Montgomery Clift), Ator (Burt Lancaster), Atriz (Deborah Kerr), Trilha sonora, Figurino em Preto e Branco. BAFTA: Indicado: Filme Estrangeiro. Cannes Festival: Prêmio Especial (Fred Zinnemann). Indicado ao Grande Prêmio do Festival. Golden Globes®: Melhor Diretor, Ator Coadjuvante (Frank Sinatra).
Comentários: Jair Alan
Macc Avaliação: 9

JUNHO
04 de Junho de 2009, 18h50min, quinta-feira
Der Fuhere’s Face (Vida de nazista)
Direção: Jack Kinney
Estados Unidos, 1942; Color; 8 min.
Com: Clarence Nash (Voz).
O filme: “Curta-metragem e propaganda de animação, que revela a exploração do trabalhador e do cidadão nazista a partir do protagonista Pato Donald.”
Premiações: Academy Awards®: Melhor Curta Metragem de Animação.
Macc Avaliação: 10

04 de Junho de 2009, 19h, quinta-feira
Enemy at the Gates (Círculo de fogo)
Direção: Jean-Jacques Annaud
Estados Unidos/Alemanha/Inglaterra/Irlanda, 2001, Color, 131 min.
Com: Jude Law, Ed Harris, Rachel Weisz, Joseph Fiennes, Bob Hoskins, Ron Perlman.
O filme: “A batalha de Stalingrado, pelos olhos ocidentais. Em 1942, os nazistas invadem a União Soviética de maneira brutal. Até chegar a Stalingrado, que resiste. Enquanto a cidade arde em chamas, dois soldados inimigos começam uma guerra particular por coragem, honra e pela Nação.”
Comentários: Sérgio Prieb
Macc Avaliação: 8

05 de Junho de 2009, 18h, sexta-feira
D-day Revisited (O dia D revisitado)
Direção: Darryl F. Zanuck
Estados Unidos, 1968, Color/P&B, 51min.
Com: Darryl F. Zanuck.
O filme: “Documentário dirigido pelo famoso produtor hollywoodiano Darryl F. Zanuck, que já havia produzido o importante ‘O mais longo dos dias’ (exibido no Segundo Ciclo de Cinema). Imagens raras de arquivo e muito patriotismo em questão.”
Macc Avaliação: 8

05 de Junho de 2009, 19h, sexta-feira
D-day the Sixth of June (O dia D)
Direção: Henry Koster
Estados Unidos, 1956, Color, 106 min.
Com: Robert Taylor, Richard Todd, Dana Wynter, Edmond O’Brien, John Williams.
O filme: “Dois oficiais estão na linha de frente em 6 de junho de 1944, na invasão da Normandia. E como ambos estão apaixonados pela mesma mulher, o dia da luta também determinará qual dos dois voltará para os braços da amada.”
Comentários: Neandro Vieira Thesing
Macc Avaliação: 8,5

08 de Junho de 2009, 19h, segunda-feira
Five Graves to Cairo (Cinco covas no Egito)
Direção: Billy Wilder
Estados Unidos, 1944, P&B, 96 min.
Com: Franchot Tone, Anne Baxter, Akim Tamiroff, Erich von Stroheim, Peter van Eyck.
O filme: “Junho, 1942. Os ingleses são derrotados pelo general Rommel no Egito, deixando para trás John Bramble, um militar que se refugia em um hotel, que se torna um centro de operações alemãs. A Inglaterra depende de John que, assumindo uma identidade falsa, passa a tentar descobrir os planos nazistas. Ótimo filme de ficção produzido no calor da guerra.”
Premiações: Academy Awards®: Indicado: Edição, Direção de Arte em Preto e Branco, Fotografia em Preto e Branco.
Comentários: André Fertig
Macc Avaliação: 8,5

09 de Junho de 2009, 18h30min, terça-feira
The Big Red One (Agonia e glória)
Direção: Samuel Fuller
Estados Unidos, 1980, P&B/Color, 160 min.
Com: Lee Marvin, Mark Hamill, Robert Carradine, Bobby Di Cicco, Kelly Ward, Stéphane Audran, Siegfried Rauch.
O filme: “Filme emblemático. Um sargento conduz seu pelotão lutando desde o Norte da África até a Normandia, cruzando toda a Europa. A obra funciona como o diário de combate do esquadrão, mostrando como se lutou, como se suou e sangrou na guerra e, talvez, como foi possível sobreviver a ela.”
Premiações: Cannes Festival: Indicado Palma de Ouro.
Comentários: Tales Henrique Albarello
Macc Avaliação: 10

10 de Junho de 2009, 18h30min, quarta-feira
The Bridge on the River Kwai (A ponte do rio Kwai)
Direção: David Lean
Inglaterra/Estados Unidos, 1957, Color, 161 min.
Com: William Holden, Alec Guinness, Jack Hawkins, Sessue Hayakawa, James Donald, Geoffrey Horne.
O filme: “Front asiático. O Japão reina sobre um grande território. A obra focaliza as tensões surgidas em um campo de prisioneiros britânicos que são obrigados a construir um ponte sobre o rio Kwai. A trilha sonora de Maurice Jarre é excepcional e inesquecível, assim como o conjunto da obra.”
Premiações: Academy Awards®: Melhor Filme, Diretor, Ator (Alec Guinness), Fotografia, Edição, Trilha sonora, Roteiro. Indicado: Ator Coadjuvante (Sessue Hayakawa). BAFTA: Melhor Filme, Filme Britânico, Ator (Alec Guinness), Roteiro Britânico. Golden Globes®: Melhor Filme – Drama, Diretor, Ator – Drama (Alec Guinness). Indicado: Ator Coadjuvante (Sessue Hayakawa). Grammy: Indicado Trilha Sonora.
Comentários: Camila dos Santos
Macc Avaliação: 9

JULHO
1º de Julho de 2009, 18h, quarta-feira
Broken Silence: Algunos que Vivieron (Rompendo o silêncio: Alguns que viveram)
Direção: Luis Puenzo
Argentina/Estados Unidos, 2002, P&B/Color, 55 min.
Com: Jack Fuchs, Liza Zajak-Novera, Robert Lamberg, Benjamin Mehl, Alejandro Horvath.
O filme: “Este filme faz parte de uma série de cinco documentários sobre o Holocausto. Produzido por Steven Spielberg o filme de Luis Puenzo é um emocionante retrato dos horrores da Segunda Grande Guerra sob o ponto de vista de quem o vivenciou de perto e sobreviveu para alertar o mundo.”
Comentários: Fabricio Flores Fernandes
Macc Avaliação: 8,5

1º de Julho de 2009, 19h30min, quarta-feira
Rádio Auriverde (Rádio auriverde)
Direção: Sylvio Back
Brasil, 1990, P&B, 70 min.
Com: Imagens de arquivo e transmissões de rádio.
O filme: “Documentário que, a partir de imagens, fotos e sons, procura revelar a participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália, valendo-se do deboche e da crítica em relação a real contribuição do Brasil e da aproximação com os Estados Unidos.”
Comentários: Oscar de Oliveira Siqueira
Macc Avaliação: 8

02 de Julho de 2009, 19h, quinta-feira
Paisà (Paisá)
Direção: Roberto Rossellini
Itália, 1946, P&B, 134 min.
Com: Carmela Sazio, Robert Van Loon, Dots Johnson, Alfonsino Pasca, Maria Michi, Harriet Medin.
O filme: “Obra do neo-realismo italiano que cobre o período da invasão aliada de 1943 até o inverno de 1944, na Itália. O humanismo do filme é revelado a partir de dramas pessoais, de acertos e enganos estratégicos e da aproximação entre o natural e ficcional em Rossellini.”
Premiações: Academy Awards®: Indicado Roteiro. BAFTA: Indicado Filme Estrangeiro.
Comentários: Glaucia Vieira Ramos Konrad
Macc Avaliação: 9

03 de Julho de 2009, 19h, sexta-feira
Gembaku no ko (Filhos de Hiroshima)
Direção: Kaneto Shindo
Japão, 1952, P&B, 97min
Com: Nobuko Otowa, Osamu Takizawa, Niwa Saito.
O filme: “Obra-prima do cinema ‘poético’ japonês que revela a vida de pessoas simples depois do horror da Segunda Guerra em Hiroshima. Um filme produzindo ainda sob o impacto da bomba que ressoa até hoje na memória”.
Premiações: BAFTA: Melhor Filme Estrangeiro; Cannes Festival: Indicado ao Grande Prêmio do Festival.
Comentários: Rodrigo Lopes
Macc Avaliação: 9

23 Ciclo

Lilies of the Field: a fé remove as sombras

Posted in Ciclo de Cinema Histórico, Comédia on 22/04/2009 by cinemacc

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Lilies of the field (Uma voz nas sombras, EUA, 94 min., 1963). Direção: Ralph Nelson. Roteiro: James Poe. Fotografia: Ernest Haller. Música: Jerry Goldsmith. Elenco: Sidney Poitier; Lilia Skala; Lisa Mann; Isa Crino; Francesca Jarvis; Pamela Branch; Stanley Adams.

Premiações: Academy Awards®: Melhor Ator (Sidney Poitier); Indicado: Filme; Roteiro Adaptado; Atriz Coadjuvante (Lilia Skala); Fotografia P&B. BAFTA: Indicado Ator Estrangeiro (Sidney Poitier); Prêmio UN. Berlin Festival: Melhor Interfilm; Prêmio OCIC; Urso de Prata de Melhor Ator (Sidney Poitier); Menção Honrosa de Prêmio Jovem Realizador. Indicado Urso de Ouro. Golden Globes®: Melhor Ator – Drama (Sidney Poitier); Filme – Categoria Especial; Indicado: Filme – Drama; Atriz Coadjuvante (Lilia Skala).

 
Antes de me dedicar a ‘árdua’ tarefa de colecionar e ver todas as obras indicadas ao prêmio Oscar® de melhor filme, não conhecia um quarto de bons filmes norte-americanos. Eis que então, dentre estes bons filmes que concorreram no Academy Awards®, surge um obra singular que enfoca a devoção de maneira bastante espirituosa e agradável, Lilies of the Field (literalmente, “lírios do campo”), título retirado de uma passagem do Novo Testamento, do sermão da Montanha no livro de Mateus, e que foi traduzido no Brasil com o sugestivo nome Uma voz nas sombras.

Pela sinopse pude tomar contato que seria, no mínimo, um filme interessante: Um homem negro, Homer Smith (Poitier) é um operário desempregado, que trabalha no ramo de construções. Ele para seu carro em uma propriedade rural, para arrumar o carro que está com problemas. Nesse lugar moram freiras católicas do leste europeu. Maria (Skala), a madre superiora, acredita que ele foi mandado por Deus para ajudá-las a construir uma capela naquele local. Apesar disto não estar em seus planos, Homer se propõe a fazer pequenas tarefas, o que gradativamente começa a tomar proporções maiores, na medida em que ele passa a ser envolvido pelo discurso e pelo contato com as freiras. Assim, ainda que bastante religioso e relacionado à crença, pareceu-me também bastante humano e simples.

Mas Uma voz nas sombras é muito mais do que isso. Trata-se de uma obra envolvente, bem construída, com ótimo senso de humor, fé, e claro com uma mensagem redentora, positiva e cristã. Quero deixar claro que não sou um religioso praticante, até, posso dizer, critico muito a estrutura política dessas instituições. Mas o filme me convenceu que há humanidade na (divina) providência, basta crer.

Produzido nos anos 1960, a obra é baseada no romance homônimo de William E. Barrett (que escreveu o livro em 1962). A obra toca em assuntos próprios do que a religiosidade gosta de abordar: fé, crença, amizade, coletividade, conflito – com o resultado positivo, trabalho, relações étnicas e raciais (bem propício para a época da produção) e confiança.

Destaca-se a atuação brilhante de Sidney Poitier, no auge de suas interpretações na década de 1960, para as irmãs que expressavam um misto de sentido de bondade, com autoritarismo calcado na fé e na canção composta por Jester Hairston (que também dublou a voz de Sidney Poitier quando seu personagem cantava em cena), “Amen”, que ressoa na mente do espectador após a sessão.

O próprio Ralph Nelson dirigiu seu último filme em 1979 – Christmas Lilies of the Field -, refilmando e adaptando para a televisão, Uma voz nas sombras – que foi seu maior sucesso, sendo que nesse telefilme ele relaciona a trama a proposta natalina.

Enfim, vale descobrir esta obra, que ainda está escondida sob as sombras de filmes mais populares. Os motivos que tornam importante conferir este filme já deixamos claro aqui, mas, principalmente, devemos ver pela necessidade de crermos em algo, como, por exemplo, boas histórias (com orçamentos modestos) contatadas no cinema. E nisso eu creio, sem sombra de dúvidas.

 
Quando e Onde ver:
Dia 22 de Abril de 2009, 19 h, com comentários do professor, cronista, escritor e historiador Vitor Biasoli.
22º Ciclos de Cinema Histórico: Crenças, Fé e Obsessões Religiosas.
Auditório do CCSH – Centro; Rua Floriano Peixoto, 1184
Santa Maria, RS.
Entrada Franca

Macc Avaliação: 9,5

22º Ciclo de Cinema Histórico: Crenças, Fé e Obsessões Religiosas

Posted in Ciclo de Cinema Histórico on 22/04/2009 by cinemacc

22-ciclo

Começa hoje, no Auditório do CCSH-Centro, o 22º Ciclo de Cinema Histórico: Crenças, Fé e Obsessões Religiosas. As temáticas sobre religião e elementos que entrecruzam o tema têm tudo para provocar no público espectador sentimentos que podem transitar de uma confirmação da função social-política da religião a uma recuperação ou perda da crença e da fé.

 

Vitor Biasoli, colaborador dos ciclos desde a primeira edição produziu um texto bastante elucidativo do objetivo e do tema: ‘As crenças no sobrenatural, no sagrado e no transcedental acompanham a trajetória da humanidade desde a Antiguidade. Vivenciadas intimamente pela maioria dos homens, essas crenças foram e são objetos de questionamentos e sistemas filosóficos. Resultaram em códigos sociais, organizando-se em igrejas e com múltiplas expressões ao longo da história. O cinema não deixou de tematizá-las e o objetivo deste ciclo é analizar alguns desses títulos – que vão além da alma, além de um questionamento interior. Ao contrário do que se pensa, a modernidade – caracterizada pela crescente racionalização e questionamento de todas as crenças tradicionais – não sufocou o mundo religioso.’

Então, independentemente de qual for seu credo, os sete (que poderiam ser “sete pecados”?) filmes selecionados possuem um alto nível de qualidade artística, notabilizados por posturas de abordagem distintas em argumento e proposta religiosa.

Lembramos que a entrada é franca. Então é só aparecer, participar e tentar manter ou redescobrir a sua fé!!

22 de Abril de 2009, 19h
Lilies of the field (Uma voz nas sombras)
Direção: Ralph Nelson.
Estados Unidos, 1963, 94 min.
Com: Sidney Poitier; Lilia Skala; Lisa Mann; Isa Crino; Francesca Jarvis; Pamela Branch; Stanley Adams.
Comentários: Vitor Biasoli.
Sinopse: Homer Smith (Poitier) é um operário desempregado, que trabalha em construções. Ele para seu carro em uma propriedade rural, para arrumar o carro. Nesse lugar moram freiras católicas do leste europeu. Maria (Skala), a madre superiora, acredita que ele foi mandado por Deus para ajudá-las a construir uma igreja naquela região. Apesar disto não estar em seus planos, Homer se propõe a fazer pequenas tarefas, mas gradativamente começa a ser envolvido pelas religiosas.
Premiações: Academy Awards®: Melhor Ator (Sidney Poitier); Indicado: Filme; Roteiro Adaptado; Atriz Coadjuvante (Lilia Skala); Fotografia P&B. BAFTA: Indicado Ator Estrangeiro (Sidney Poitier); Prêmio UN. Berlin Festival: Melhor Interfilm; Prêmio OCIC; Urso de Prata de Melhor Ator (Sidney Poitier); Menção Honrosa de Prêmio Jovem Realizador. Indicado Urso de Ouro. Golden Globes®: Melhor Ator – Drama (Sidney Poitier); Filme – Categoria Especial; Indicado: Filme – Drama; Atriz Coadjuvante (Lilia Skala).
Macc Avaliação: 9,5

23 de Abril de 2009, 19h
Barravento (Barravento)
Direção: Glauber Rocha.
Brasil, 1962, 78 min.
Com: Antonio Pitanga; Luiza Maranhão; Lucy de Carvalho; Aldo Teixeira; Lidio Silva.
Comentários: Mauricio Lima.
Sinopse: Negros que, após a abolição da escravatura, continuam escravos, pescadores dominados pelo misticismo religioso, uma força externa vindo ao encontro deles e em oposição ao “estado de alienação”. Por fim, a revolução contra o patrão e contra Iemanjá, ambos responsáveis por sua miséria.
Macc Avaliação: 9

24 de Abril de 2009, 19h
O Pagador de Promessas (O pagador de promessas)
Direção: Anselmo Duarte.
Brasil, 1962, 98 min.
Com: Leonardo Villar; Glória Menezes; Dionísio Azevedo; Geraldo Del Rey; Roberto Ferreira; Norma Bengell.
Comentários: Rafael Lameira.
Sinopse: Ao tentar cumprir uma promessa feita em um terreiro de candomblé, um humilde homem, Zé do Burro (Villar), após carregar uma pesada cruz por um longo percurso, enfrenta a intransigência da Igreja.
Premiações: Academy Awards®: Indicado Filme em Língua Estrangeira. Cannes Festival: Palma de Ouro de Melhor Filme.
Macc Avaliação: 9

27 de Abril de 2009, 19h
In the name of the Father (Em nome do pai)
Direção: Jim Sheridan.
Irlanda/Inglaterra, 1993, 133 min.
Com: Daniel Day-Lewis; Emma Thompson; Pete Postlethwaite; Mark Sheppard; Anthony Brophy; Frankie McCafferty.
Comentários: Nielle Villanova.
Sinopse: Baseado em fatos. Gerry era um pequeno delinqüente de Belfast, durante os anos 70. Depois de ir para a Inglaterra, é injustamente acusado como um dos quatro terroristas de Guildford, pegando prisão perpétua e descobrindo, aos poucos, suas forças mais profundas para lutar contra tal injustiça.
Premiações: Academy Awards®: Indicado: Filme; Diretor; Ator (Daniel Day-Lewis); Ator Coadjuvante (Pete Postlethwaite); Atriz Coadjuvante (Emma Thompson); Roteiro – Adaptado; Edição. BAFTA: Indicado Ator (Daniel Day-Lewis); Roteiro – Adaptado. Berlin Festival: Urso de Ouro de Melhor Filme. Golden Globes®: Filme – Drama; Ator – Drama (Daniel Day-Lewis); Atriz Coadjuvante (Emma Thompson); Canção (“(You Made Me the) Thief of Your Heart”, de Bono, Gavin Friday, Maurice Seezer).
Macc Avaliação: 9,5

28 de Abril de 2009, 19h
Nattvardsgästerna (Luz de inverno)
Direção: Ingmar Bergman.
Suécia, 1962, 81 min.
Com: Ingrid Thulin; Gunnar Björnstrand; Gunnel Lindblom; Max von Sydow; Allan Edwall.
Comentários: André Jobim.
Sinopse: Após ler nos jornais que a China possuí a bomba atômica e pretende usá-la, um pescador vai à igreja, buscando palavras de conforto e consolo do pastor. Porém, este não consegue ajudá-lo porque está passando por uma crise de fé, temendo também o apocalipse nuclear.
Macc Avaliação: 9

29 de Abril de 2009, 19h
Kundun (Kundun)
Direção: Martin Scorsese.
Estados Unidos/Tibete, 1997, 137 min.
Com: Tenzin Thuthob Tsarong; Gyurme Tethong; Tulku Jamyang Kunga Tenzin; Tenzin Yeshi Paichang; Tencho Gyalpo.
Comentários: Fernanda Gabriela dos Santos.
Sinopse: Em 1933, morre o décimo-terceiro Dalai Lama. Quatro anos depois, em uma remota área do Tibet, é encontrado um menino de dois anos, que é identificado como a reencarnação de Dalai Lama, o “Buda da Compaixão”. Dois anos mais tarde, o garoto é levado para Lhasa, onde é educado como um monge e preparado para se tornar um chefe de estado. Quando tem 14 anos passa a enfrentar problemas com a China, que pretende tomar posse do Tibet.
Premiações: Academy Awards®: Indicado: Fotografia; Direção de Arte; Figurino; Trilha Sonora. Golden Globes®: Trilha Sonora.
Macc Avaliação: 9

30 de Abril de 2009, 19h
Amen. (Amém)
Direção: Konstantinos Costa-Gavras.
França/Romênia/Alemanha, 2002, Color, 132 min.
Com: Ulrich Tukur; Mathieu Kassovitz; Ulrich Mühe; Michel Duchaussoy; Friedrich von Thun.
Comentários: Fritz Nunes.
Sinopse: Segunda Guerra Mundial. Um oficial da SS, desenvolve um produto para tornar mais eficiente a limpeza de tanques. Seu produto, porém, é utilizado para matar os judeus nos campos de concentração. Horrorizado, ele procura o jovem padre Ricardo Fontana que, sendo de família influente, poderia solicitar a interferência do Papa Pio XII para impedir o genocídio dos judeus. Nessa trama se desenrola toda a saga desses dois jovens, um movido pela culpa outro pela consciência e toda a intensa luta para salvar milhões de judeus.
Premiações: Berlin Festival: Indicado Urso de Ouro. Cannes Festival: Melhor Roteiro. Indicado: Filme; Diretor; Ator (Mathieu Kassovitz); Fotografia; Música; Som.
Macc Avaliação: 9

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Salas de Cinema, Santa Maria – RS, 10 de Abril – 16 de Abril

Posted in Salas de Cinema on 10/04/2009 by cinemacc

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Está aí uma semana com ótimas opções nas salas de cinema comercial de Santa Maria. Além de seguir em cartaz a animação Monstros vs. Alienígenas, que ainda não pude conferir, estreiam 3 filmes com potencial para fazer o público espectador refletir e se emocionar. Foi Apenas um Sonho, de Sam Mendes, é um desses filmes sobre casais em crise, que não é inovador, mas que conta com boas atuações, em especial do ‘casal Titanic’ Kate Winslet e Leonardo DiCaprio que retomam a parceria. Mas a semana é de Clint Eastwood. O mestre prova que tem cacife para dirigir filmes seja qual for o tema, o estilo e a proposta. E ele fez isso da melhor forma possível, lançando dois filmes 2008, que entram em cartaz juntos aqui na cidade: A Troca, com a sra. Jolie, é uma obra sensível e envolvente que tem sua origem em fatos ocorridos na década de 1920; e, que classifico como imperdível, Gran Torino, que mesmo possuindo um linearidade e alguns problemas de roteiro, é um filme que traz uma das melhores atuações do próprio Clint, que certamente ainda terá fôlego, para produzir, dirigir, atuar (se quiser…) e… compor trilhas sonoras (como da bela canção entoada no fim do filme) de outras grandes obras que não se contentam (e não se contentarão) em ser apenas mais uma no universo de muitas.

Movie Arte Cinemas
Santa Maria Shopping – Calçadão, 1.263.
Fone: 3226-8939
Ingresso: R$ 10,00 (Inteira) e R$ 5,00 (Meia-entrada).
*Quarta-feira meia-entrada para todos.

Programação: 10 de Abril a 16 de Abril, 2009.

Monsters vs. Aliens (Monstros vs. Alienígenas )
Direção: Rob Letterman; Conrad Vernon.
Estados Unidos, 2009, 94 min.
Com: Reese Witherspoon (Voz, original); Seth Rogen (Voz, original); Hugh Laurie (Voz, original); Kiefer Sutherland (Voz, original).
Sinopse: Animação da DreamWorks (com versões em 3D). Um grupo de monstros terrestres têm como missão salvar o mundo depois de uma invasão alienígena. Susan Murphy, uma garota da Califórnia, é atingida por um meteoro no dia de seu casamento e fica com 15 metros de altura. Depois que ela é capturada pelos militares e mantida em um local secreto do governo, o mundo descobre que os militares, durante muitos anos, estão reunindo em segredo outros monstros.
Dublado.
Classificação: Livre.
Exibição: Cine Movie Arte 1 (14h30min, 16h15min, 18h, 19h45min)
Macc Avaliação: N/A

Changeling (A Troca)
Direção: Clint Eastwood.
Estados Unidos, 2008, 141min.
Com: Angelina Jolie; Gattlin Griffith; Michelle Gunn; Jan Devereaux; Erica Grant; Michael Kelly; John Malkovich; Colm Feore.
Sinopse: Estados Unidos, Década de 1920. Uma mãe desesperada (Jolie) reza para que a polícia consiga encontrar seu filho que fora sequestrado. As preces são atendidas, e a criança volta para casa. Mas não demora muito e a mãe começa a desconfiar que aquele menino não é o seu filho, saindo em busca de explicação e justiça.
Premiações: Academy Awards®: Indicado: Atriz (Angelina Jolie); Direção de Arte; Fotografia. BAFTA: Indicado: Diretor; Atriz (Angelina Jolie); Fotografia; Figurino; Edição; Design de Produção; Roteiro – Original; Som. Cannes Festival: Indicado Palma de Ouro. Golden Globes®: Indicado Atriz – Drama (Angelina Jolie); Trilha Sonora.
Legendado.
Classificação: 16 anos.
Exibição: Cine Movie Arte 1 (21h30min)
Macc Avaliação: 8

Gran Torino (Gran Torino)
Direção: Clint Eastwood.
Estados Unidos/Australia, 2008, 116 min.
Com: Clint Eastwood; Christopher Carley; Bee Vang; Ahney Her; Brian Haley.
Sinopse: Walt Kowalski (Eastwood) é um veterano da guerra da Coréia que, pressionado por seus vizinhos imigrantes, deverá confrontar-se com um jovem que tentou roubar seu valioso Gran Torino 1972.
Premiações: Golden Globes®: Indicado Canção “Gran Torino”, de Clint Eastwood, Jamie Cullum, Kyle Eastwood, Michael Stevens.
Legendado.
Classificação: 14 anos.
Exibição: Cine Movie Arte 2 (15h, 19h30min, 21h45min)
Macc Avaliação: 9

Revolutionary Road (Foi Apenas um Sonho)
Direção: Sam Mendes.
Estados Unidos/Inglaterra, 2008, 119 min.
Com: Kate Winslet; Leonardo DiCaprio; Michael Shannon; Ryan Simpkins; Ty Simpkins; Kathy Bates; Richard Easton.
Sinopse: Baseado em obra de Richard Yates. Connecticut, anos 1950. Frank (DiCaprio) e April (Winslet) é um casal que luta para lidar com seus problemas pessoais enquanto tentam criar os dois filhos de forma digna.
Premiações: Academy Awards®: Indicado: Ator Coadjuvante (Michael Shannon); Direção de Arte; Figurino. BAFTA: Indicado: Atriz (Kate Winslet); Design de Produção; Figurino; Roteiro – Adaptado. Golden Globes®: Melhor Atriz – Drama (Kate Winslet). Indicado: Filme – Drama; Diretor; Ator – Drama (Leonardo DiCaprio).
Legendado.
Classificação: 10 anos.
Exibição: Cine Movie Arte 2 (17h15min)
Macc Avaliação: 7

Volver: um retorno

Posted in Ciclo de Cinema Histórico, Comédia, Drama on 09/04/2009 by cinemacc

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Volver (Volver, ESP, 121 min., 2006). Direção: Pedro Almodóvar. Roteiro: Pedro Almodóvar. Fotografia: José Luis Alcaine. Música: Alberto Iglesias. Elenco: Penélope Cruz; Carmen Maura; Lola Dueñas; Blanca Portillo; Yohana Cobo; Antonio de la Torre; Chus Lampreave.

 

Premiações: Academy Awards®: Indicado Atriz (Penélope Cruz). BAFTA: Indicado Atriz (Penélope Cruz); Filme Estrangeiro. Cannes Festival: Melhor Elenco Feminino; Roteiro. Indicado Palma de Ouro. César Awards: Indicado Filme Estrangeiro. Golden Globes®: Indicado: Filme Estrangeiro; Atriz (Penélope Cruz).

 

Ok, quem já leu algum dos posts aqui escritos já pode perceber que não gosto da grande maioria dos filmes do sr. Pedro Almodóvar. Mas não vou cair na ranzinzisse de apenas destruir uma obra que, sim, tem méritos. E por isso escreverei um texto valorizando um de seus filmes, que inclusive, na minha avaliação, não é o melhor, diria até longe disso.

É importante dizer que considero Fale com Ela (2002) a obra-prima, o filme nota 10 desse diretor. O roteiro envolvente, a história que trata de solidões, e as possibilidades criativo-estéticas com referências ao cinema mudo, a sua própria obra e ao universo espanhol é algo admirável e difícil de se encontrar na cinematografia mundial.

Mas vou falar aqui de Volver, que de partida tem o mesmo nome de um tango composto e interpretado por Carlos Gardel, presente na trilha sonora. Em um livro de entrevistas lançado no Brasil em 2008, Conversas com Almodóvar, ele fala que esse filme é uma espécie de “ajuste de contas” necessário com sua infância, uma espécie de produção necessária para ele procurar novos voos. O diretor busca um retorno ao passado, parecendo inspirar-se em suas próprias memórias. Almodóvar, nasceu em La Mancha, que também é a cidade natal das protagonistas.  Assim, através de suas personagens, ele parece exorcizar seus próprios fantasmas da infância, dos parentes já idosos e da morte dos pais.

A história une o cômico, o dramático e o realismo fantástico. Raimunda (Cruz), a protagonista, trabalha como faxineira no aeroporto de Madri para sustentar o marido desempregado e a filha adolescente. Sole (Dueñas), sua irmã mais velha, trabalha em casa, onde instalou um salão de beleza. Ambas visitam rotineiramente o túmulo da mãe Irene (Maura), que morreu em um incêndio causado pelo calor e pelos fortes ventos da região. Certo dia, Irene reaparece. Inicialmente, só Sole a vê, mas na verdade é com Raimunda que ela tem assuntos pendentes a acertar.

Almodóvar aborda a relação de cumplicidade, separação e vínculo entre mulheres de uma mesma família, três gerações que, de alguma forma, tiveram problemas com os homens. Cabe às mulheres o papel de cuidar e proteger a família, inclusive da violência masculina. Em Volver, o diretor constrói um subtexto elaborado a partir do tema do abuso sexual, já abordado em Má Educação (2004), mas agora pelo viés feminino. O foco sob os sentimentos de medo, culpa e vergonha servem de desbobramentos para o roteiro que situa esse tema delicado construido a partir de uma linha tênue entre o melodrama e a comédia, predominando o tom leve e descontraído, mas que ganha intensidade no desfecho.

As atrizes, com destacadas atuações, desempenham personagens típicas dos filmes de Almodóvar, misturando extravagância, força e sensibilidade. Os planos de filmagem são bem próximos aos personagens, geralmente em lugares fechados, com destaque para certos closes que valorizam a beleza de Penélope Cruz.

Uma característica do cinema de Almodóvar é realizar homenagens a história do cinema, rememorando e retornando as suas paixões de infância, adolescência e madurez. Neste filme ele cita a obra Belíssima (1951), de Luchino Visconti que também trata a relação entre mãe e filha, o que constitui um belo elo temático entre os filmes.

Sim, Volver é uma obra com teor novelesco e adocicado. Sim, é um filme que não agradará a todos. Sim, é uma obra muito mais destinada a fãs do diretor. Sim, o filme tem qualidades, tem um bom ritmo, tem o sempre destacado uso das cores e tem uma boa história. Sim vale a pena ser visto porque Almodóvar é mestre em tocar em sentimentos e afetos que envolvem experiências profundas de cuidado e proteção. E sim, este também é um post de ajuste de contas com o cinema deste diretor espanhol, mas não me peçam para falar mais… por hora.

Quando e Onde ver:
Dia 9 de Abril, 19 h, com comentários do professor Guilherme Rodrigues Passamani.
21º Ciclos de Cinema Histórico: Mulheres à Beira de uma Sessão de Cinema.
Auditório do CCSH – Centro; Rua Floriano Peixoto, 1184
Santa Maria, RS.
Entrada Franca

Macc Avaliação: 8