Archive for the Drama Category

Extremely Loud & Incredibly Close (2011)

Posted in Drama, Oscar 2012 on 02/03/2012 by cinemacc

Tão Forte e Tão Perto (2011) – Direção: Stephen Daldry. Com: Thomas Horn, Tom Hanks, Sandra Bullock, Max von Sydow. Estados Unidos, 129 min.

Há crianças chatas no início que se tornam adoráveis com o passar o filme, como em Onde vivem os Monstros. Mas o hiper-melodrama de Stephen Daldry potencializou o estado quase psiquiátrico do protagonista de Tão Forte e Tão Perto (e diria Tão Chato!), fazendo do protagonista infantil insuportável do início ao fim. Com o enredo pontuado por um mistério e pelas perdas causadas pelos ataques às Torres Gêmeas, o filme extrapola no sentimental e nas dores da criança (um misto de gênio, com criança mimada, com independência adolescente). A trama é lógica e o desfecho completamente desnecessário (parece filme amador!). A indicação ao Oscar só é entendida porque é uma história muito norte-americana, e o 11 de setembro ainda abala forte o sentimento dessas pessoas.

MaccAvaliação: 4 (para quem gosta de crianças chatas, melodramas sobre 11 de setembro e atuações silenciosas como a de Max Von Sydow)


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The Artist (2011)

Posted in Drama, Oscar 2012 on 15/02/2012 by cinemacc

O Artista (2011) Direção: Michel Hazanavicius. Com: Jean Dujardin, Bérénice Bejo, John Goodman, James Cromwell. França/Bélgica, 100 min.

‎”Fale! Fale!”. Logo nas cenas iniciais é exposto um dos dilemas centrais de The Artist. Ao narrar a transição do cinema silencioso para o falado a partir da trajetória de um importante artista, a obra constrói uma bela homenagem ao cinema – envolto em uma história de amor. Penso que para quem não está acostumado com obras em preto-e-branco e principalmente com o cinema silencioso (ainda que exista sons) terá que ter paciência se quiser ver o filme. Ainda assim, é uma obra muito interessante lançada nesta época de explosão de imagens, cores e sons, no universo 3D. Para o espectador atento é possível tecer uma série de semelhanças com outras obras clássicas como Cantando na Chuva e Crepúsculo dos Deuses, além de citações cinematográficas como a musicais da década de 1930, filmes de Chaplin e até Vertigo (na trilha sonora). É para ver com os ouvidos atentos!

MaccAvaliação: 9 (para quem gosta de cinema silencioso, homenagens ao cinema, cães astros e histórias de amor).

Uma Pedra no Caminho de 127 Hours

Posted in Ação e Aventura, Drama, Oscar 2011 on 11/03/2011 by cinemacc

Em 127 Hours (127 Horas), de Danny Boyle, temos um típico exemplo de filme que poderia ser um porre de sentimentalismo de aventura. Explico: certos gêneros cinematográficos caem em um modelo fechado em si mesmo e desse modelo, ficando reféns de estruturas consagradas como é o caso de filmes de aventura sobre aventureiros [(cito dois que lembro agora Vertical Limit (Limite Vertical) e Cliffhanger (Risco Total)], em que a linearidade das ações acaba por levar a situações absurdas e a escaladas de grandes clichês.

Claro que há diretores que procuram ir além, como foi o caso de Sean Penn no magnífico Into the Wild (Na Natureza Selvagem) e agora Danny Boyle neste 127 Hours. Entretanto, indo um pouco mais na profundeza da aventura de Boyle, talvez vejamos o filme com certas resistências.

A obra se centra em Aron Ralston (interpretado por James Franco) que faz um tipo humano que gosta da ação individual, e que não deixa informações sobre suas rotas, destinos, e localizações. Enfim, sua vida só interessa a si. No cinema esse tipo de pessoa possui destaque e possibilita filmes, principalmente se o protagonista em questão “se deu mal”, ou pelo menos “sofreu com as suas inconsequências”.

Mesmo quem não viu o filme, tem a informação pelo título que Ralston ficou 127 horas preso no cânion Bluejohn, em Utah quando resolveu sair para um passeio rotineiro em abril de 2003. Em todo o caso é importante perguntar: alguém já conhecia o alpinista Aron Ralston até o filme de Boyle? Bom, talvez algum aficionado por alpinismo ou histórias edificantes de sobrevivência… mas eu, no alto de minha ignorância: não. Então assumo o filme mais como drama de aventura do que biografia, até porque as informações que o diretor dá sobre a personagem ‘real’ são quase nulas.

Boyle (cuja técnica cinematográfica repete algumas características de filmes anteriores) resolve tratar a perspectiva deste acontecimento com um tom de moral edificante (o que de certa forma prejudica o desfecho do filme). Assim, manter contato com a família, evitar produtos falsificados e o que se deve levar em uma mochila, ganham um sentido amplificado pela época em que vivemos, em que o poder da imagem faz com que demos mais atenção a filmadoras e máquinas fotográficas (que registram qualquer momento banal – como filme evidencia em uma das cenas em que Ralston cai de bicicleta, ou quando se diverte com duas aventureiras) do que a elementos que podem servir em caso de emergência, ainda mais em se tratando de trilhas de aventura.

A obra até mostra o espírito indômito do aventureiro, com sua coragem e sua força, recriando as filmagens de Ralston (funcionando em primeira pessoa e apresentando uma tonalidade documental). As belas paisagens de Utah, ajudam Boyle a dar um sentido de vazio existencial em um turbilhão mental que o personagem atravessa, da lucidez ao delírio, em busca da sobrevivência, incluindo aí, as tais cenas fortes de amputação que foram bastante comentadas pela crítica, e que por sinal foram muito bem refeitas.

Claro que é possível ficar passível ao ego do protagonista. Mas penso que a obra pode emocionar, talvez aborrecer, talvez causar enjoo ou talvez não convencer, mas 127 Hours não é um drama de aventura comum, ainda que exista uma pedra moralista no filme de Boyle.

MaccAvaliação: 8

Abaixo segue o trecho da filmagem original de Ralston.

Black Swan e a experiência sensorial de Aronofsky

Posted in Drama, Oscar 2011 on 20/02/2011 by cinemacc

Não entendo muito de música clássica, muito menos de balé. Então nem vou considerar as críticas negativas que o filme Black Swan (Cisne Negro) gerou por parte de bailarinos e especialistas na área ( http://bit.ly/hyqBF1 ). Muitos, inclusive, desconsideram que o cinema é uma arte que transfere uma realidade muito complexa para dentro da tela, suprimindo uma série de fatores em detrimento de um enquadramento mais ajustado a ficção, como acontece não apenas nesse filme de Darren Aronofsky, mas em outros que tematizam situações históricas, sociais e humanas. Em todo o caso, a obra do diretor vai além do gosto pelo balé: é um desafio psicológico de compreensão das densidades humanas.

A trama é ambientada nos bastidores do New York City Ballet, e a narrativa gira em torno de Nina (Natalie Portman, em atuação soberba!), uma bailarina que se vê diante da chance de interpretar o papel principal em uma montagem de “O Lago dos Cisnes”, de Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893). Esse balé é construído em quatro atos e estreou em 1877, no teatro Bolshoi em Moscou. A obra está vinculada a corrente do Romantismo europeu, mas apresenta muitas características barrocas em sua composição, como um evidente choque entre bem e mal, claro e escuro, utilizadas de forma sistemática na composição visual e temática do filme.

A insegurança e a fragilidade de Nina encontram certa explicação no cuidado excessivo de sua mãe (Barbara Hershey), ao mesmo tempo em que é pressionada por seu mentor e coreógrafo Thomas (Vincent Cassel), vislumbra a desgraça da antiga “Rainha dos Cisnes” (Winona Ryder) e recebe a dúbia parceria da dançarina Lily (Mila Kunis).

Nina terá na troca dessas relações pessoais e na busca do seu íntimo o desafio de buscar a interpretação do papel que almeja, a “Rainha dos Cisnes”, tendo que interpretar simultaneamente o cisne branco (símbolo da pureza e ingenuidade) e o cisne negro (metáfora para a malícia, sensualidade e maldade).

A construção metafórica que se estabelece no embate dos cisnes (branco e negro) é o motivo que conduz o espectador a mergulhar no imaginário psicológico da personagem Nina. É a pureza, a delicadeza e a sensibilidade branda contra a explosão, a raiva e o desejo fervente. É quase uma guerra interior em um lago plácido. Alguns comentários apontam também para a visão da saúde http://bit.ly/e9pTdC , já que a protagonista apresenta sinais de esquizofrenia.

A exemplo do que fez no seu filme anterior The Wrestler (O Lutador), o diretor explora as angústias, os sonhos e as fragilidades do ser humano, perturbados por situações limite e constituídos de ações que visam a ambição do sucesso. Mesmo construindo personagens protagonistas complexos, esses só se desdobram e ganham destaque a partir das relações interpessoais com os coadjuvantes (Hershey, Cassel, Kunis e Ryder)

Assim, Aronofsky arquiteta uma narrativa complexa, desenvolvendo o ritmo pela constante mudança entre sonho e realidade, que tornam o filme uma experiência sensorial sedutora.

Black Swan é tão surpreendente quanto assustador.

Avaliação: 9

Um nocaute em The Fighter, de David O. Russell

Posted in Drama, Oscar 2011 on 19/02/2011 by cinemacc

Todo ano é assim: sempre há filmes que concorrem ao Oscar que a única forma de compreender as indicações está em algum desempenho individual ou do elenco, ou mesmo nas campanhas de marketing que são realizadas junto a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Ao olhar por esse prisma, comento The Fighter (no Brasil com o “brilhante” título O Vencedor), filme que vi esta semana e que recebeu 7 indicações ao prêmio (filme, diretor (David O. Russell), ator coadjuvante (Christian Bale), atriz coadjuvante (Melissa Leo e Amy Adams), edição e roteiro adaptado).

Inspirado nas trajetórias dos boxeadores Dicky Ecklund e Micky Ward, a obra traz uma história de família, no universo do boxe, com uma pitada de dramas individuais alicerçadas em um roteiro que simplifica problemáticas densas. O filme resgata um documentário realizado pelo HBO (High on Crack Street: Lost Lives in Lowell) sobre Dicky Ecklund (Christian Bale), que procura enfocar a derrocada de uma lenda do boxe para o vício nas drogas – em específico o crack. Dicky desperdiçou sua grande chance na carreira e agora, o seu meio-irmão Micky Ward (Mark Wahlberg) é a nova esperança na trajetória da família. A trama expõe as dores e os conflitos entre os irmãos, a mãe, o pai, enfim, entre todos que estão próximos de Micky e que o treinam e o auxiliam em suas lutas. Como todo filme de superação Micky terá que fazer escolhas difíceis como, por exemplo, entre seus familiares e a vontade de ser um verdadeiro campeão.

Pois aí está o problema maior do filme – estar centrado em Micky – Mark Wahlberg. Então vejamos:

Round 1: filmes de boxe merecem cenas bem filmadas, editadas, envolventes e repletas de emoção (não precisam necessariamente ter muitas cenas de luta!);

Round 2: biografias de boxeadores sempre levam em conta voltas por cima – com pontos de virada decisivos e densos. Mas em The Fighter, o protagonista é o coadjuvante! E a densidade do roteiro não justifica nenhum suor das inúmeras camisetas molhadas que aparecem na obra.

Round 3: Mark Wahlberg, que nunca fez nenhuma atuação digna, está em, provavelmente, a mais indigna das atuações. O cara era pra ser o herói da história, o sujeito vencedor, o motivo central pra a realização do filme e acaba por ser bisonhamente nocauteado pela mais ridícula das atuações nos últimos tempos. Não convence nem como filho, nem como namorado, nem como irmão, muito menos como lutador. Diria que é o pior dos protagonistas e dos antagonistas de todos os filmes indicados ao Oscar. Perde até para o pião de Inception! ]

Acabou a luta por Nocaute!!!

Bom, se você não viu The Fighter, cuide-se. Ele leva os espectadores naquele tipo de propaganda básica de dramas de superação “Inspirado em uma história real”.

O diretor David O. Russell [que dirigiu tempos atrás o provável primeiro filme que tem como pano de fundo a Guerra do Golfo, Three Kings (Três Reis)], tenta desenvolver o roteiro furado – mas indicado ao Oscar –, que cura um viciado em crack em apenas algum tempo de reclusão. A sensação que o filme provoca é que o vencedor acaba sendo o coadjuvante, Dicky, que tenta superar os clichês tradicionais da luta contra as drogas e o fracasso na carreira, mas o filme é simplista em dizer que o vencedor é o lutador protagonista, que consegue superar os desafios que se atravessam na sua frente, mas cujo objetivo está em se realizar como campeão mundial de boxe. Porém, o coadjuvante tem uma densidade que não se desenvolve e o protagonista é tão raso quanto um rio seco.

Bom, pra não dizer que quero só espancar um drama de boxe, destaco as atuações de Amy Adams como namorada do protagonista Micky, mas principalmente Melissa Leo e Christian Bale como respectivamente mãe e irmão mais velho de Micky. A cena em que a mãe busca Dicky consumido pelo crack, e ele cantarola I started a joke dos Bee Gees é emocionante.

Pena que faltou vencer o maior perigo de filmes com esse perfil: os clichês que estão na cara de um protagonista que não convence. Talvez seja para norte-americano ver… e crer…

Avaliação: 4

23º Ciclo de Cinema Histórico: Sessões “D” Segunda Guerra

Posted in Ciclo de Cinema Histórico, Cinema de Guerra, Drama on 15/05/2009 by cinemacc

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Primeiramente minhas desculpas àqueles que acompanham este blog pela ausência de posts. Mas, às vezes, a falta de inspiração, tempo e organização acabam chocando-se com resultados como este: o desaparecimento sem justificativas do mundo virtual.

Felizmente quase tudo é reparável em se tratando de mídia. E postamos aqui com certa defasagem a notícia do XXIII Ciclo de Cinema Histórico: Sessões “D” Segunda Guerra, que será realizado no Auditório do CCSH-Centro, entre os meses de Maio e Julho, com entrada franca e com certificados aos participantes de 75% do evento.

Tal como os Estados Unidos que adentrou na Segunda Guerra apenas após sofrer danos bélicos e logísticos (pelo menos essa é justificativa atribuída cinematograficamente e historicamente a entrada norte-americana no conflito), aqui no blog também divulgamos o evento apenas quando o Tio Sam levantou-se e caminhou para os campos de batalha…

Claro que os filmes selecionados são obras que contemplam muito mais do que apenas revelar a ação dos Estados Unidos. Buscando em um perspectiva histórica do conflito, desde o início da década de 1930 até o posterior ataque à Nagasaki e Hiroshima, as obras revelam uma guerra em cada um, seja pela  propaganda, seja pela ficção patriótica, seja pelo retrato histórico de táticas de combate, seja pelo filme pacifista, seja pelo que for, a seleção alcança o cerne da questão Segunda Guerra Mundial enquanto cinema histórico e enquanto entretenimento.

O ciclo tem como objetivo pretende, a partir de uma perspectiva histórica dos eventos da Segunda Grande Guerra Mundial, procurando cumprir com uma sequência cinematográfica de obras de propaganda, documentários e ficção que contemplem, os principais momentos dessa guerra, diversificando as propostas estéticas e temáticas dos produtores e compondo um cenário adequado das relações entre cinema e guerra.

“A maior glória de uma guerra é sobreviver a ela”, essas palavras do diretor e ex-combatente da Segunda Guerra Mundial Samuel Fuller são um retrato do quanto a história de uma guerra é suja, repleta de dor, perda e desumanidade que em muitos casos ficam sob o véu frio das estatísticas ou como uma visão meramente político-econômico em que o homem é uma peça de um jogo em que conhecer o vencedor geralmente não possui glória alguma.

MAIO
11 de Maio de 2009, 19h15min, segunda-feira
Tag der Freiheit – Unsere Wehrmacht (O dia da liberdade)
Direção: Leni Riefenstahl
Alemanha, 1935, P&B, 15 min.
Com: Adolf Hitler, Rudolf Hess, Hermann Göring, Werner von Blomberg, Werner von Fritsch.
O filme: “Registro em curta-metragem de propaganda nazista, com cenas de revista das tropas nazistas.”
Macc Avaliação: 7,5

11 de Maio de 2009, 19h30min, segunda-feira
Prelude to War (Prelúdio de uma guerra)
Direção: Frank Capra; Anatole Litvak
Estados Unidos, 1943, P&B, 53 min
Com: Walter Huston (narrador), Anthony Veiller (narrador), Benito Mussolini, Adolf Hitler, Hirohito, Max Schmeling.
O filme: “Documentário de propaganda anti-fascista, mas principalmente alinhada a ideologia liberal norte-americana, que relata o avanço de Itália, Japão e Alemanha antes da eclosão ‘oficial’ do conflito.”
Premiações: Academy Awards®: Melhor documentário.
Comentários: Juliano Luis Palm
Macc Avaliação: 8,5

12 de Maio de 2009, 19h, terça-feira
Battle of Britain (A batalha britânica)
Direção: Guy Hamilton
Inglaterra, 1969, Color, 133 min.
Com: Michael Caine, Trevor Howard, Curd Jürgens, Ian McShane, Laurence Olivier, Christopher Plummer, Robert Shaw.
O filme: “Quando a Luftwaffe alemã bombardeia a Inglaterra tem início uma das mais importantes batalhas aéreas da Segunda Guerra, em que Real Força Aérea, em inferioridade numérica, desafiou a lógica, enfrentando o poder nazista.”
Premiações: BAFTA: Indicado Trilha para filme.
Comentários: Rondon de Castro
Macc Avaliação: 8

13 de Maio de 2009, 19h, quarta-feira
You, John Jones! (Você, John Jones)
Direção: Mervyn LeRoy
Estados Unidos, 1943, P&B, 10min
Com: James Cagney, Ann Sothern, Margaret O’Brien.
O filme: “Curta-Metragem de propaganda aliada. Trabalhador cuida da segurança de uma cidade norte-americana, quando vê a guerra chegando à sua terra, pondo em risco sua família.”
Macc Avaliação: 8

13 de Maio de 2009, 19h15min, quarta-feira
Cross of Iron (Cruz de Ferro)
Direção: Sam Peckinpah
Inglaterra/Alemanha, 1977, Color, 132 min.
Com: James Coburn, Maximilian Schell, James Mason, David Warner, Klaus Löwitsch.
O filme: “A obsessão de um comandante prussiano que busca a Cruz de Ferro para manter a honra de sua família e a luta dos soldados alemães pela sobrevivência no front soviético são caminhos que apenas o cinema de Peckinpah poderia percorrer de forma consciente.”
Comentários: José Iran Ribeiro
Macc Avaliação: 9

14 de Maio de 2009, 19h, quinta-feira
Idi i Smotri (Vá e veja)
Direção: Elem Klimov
União Soviética, 1977, Color/P&B, 142 min.
Com: Aleksei Kravchenko, Olga Mironova, Liubomiras Lauciavicius, Vladas Bagdonas.
O filme: “Obra sensível e selvagem que narra a trajetória Florya, um jovem separado de seus comandantes durante a Segunda Guerra Mundial, no front soviético. Filme impressionante; uma poesia sobre dor e perda”
Comentários: Paulo Aukar
Macc Avaliação: 10

15 de Maio, 19h, sexta-feira
From Here to Eternity (A um passo da eternidade)
Direção: Fred Zinnemann
Estados Unidos, 1953, P&B, 118 min.
Com: Burt Lancaster, Montgomery Clift, Deborah Kerr, Donna Reed, Frank Sinatra.
O filme: “Talvez o beijo mais famoso da história do cinema, atuações brilhantes e roteiro interessante que revela o que se passava em Pearl Harbor antes do ataque japonês. O ato ficou conhecido pela infâmia e o filme pela inspiração dos realizadores.”
Premiações: Academy Awards®: Melhor Filme, Diretor, Roteiro, Ator Coadjuvante (Frank Sinatra), Atriz Coadjuvante (Donna Reed), Edição, Fotografia em Preto e Branco Som. Indicado: Ator (Montgomery Clift), Ator (Burt Lancaster), Atriz (Deborah Kerr), Trilha sonora, Figurino em Preto e Branco. BAFTA: Indicado: Filme Estrangeiro. Cannes Festival: Prêmio Especial (Fred Zinnemann). Indicado ao Grande Prêmio do Festival. Golden Globes®: Melhor Diretor, Ator Coadjuvante (Frank Sinatra).
Comentários: Jair Alan
Macc Avaliação: 9

JUNHO
04 de Junho de 2009, 18h50min, quinta-feira
Der Fuhere’s Face (Vida de nazista)
Direção: Jack Kinney
Estados Unidos, 1942; Color; 8 min.
Com: Clarence Nash (Voz).
O filme: “Curta-metragem e propaganda de animação, que revela a exploração do trabalhador e do cidadão nazista a partir do protagonista Pato Donald.”
Premiações: Academy Awards®: Melhor Curta Metragem de Animação.
Macc Avaliação: 10

04 de Junho de 2009, 19h, quinta-feira
Enemy at the Gates (Círculo de fogo)
Direção: Jean-Jacques Annaud
Estados Unidos/Alemanha/Inglaterra/Irlanda, 2001, Color, 131 min.
Com: Jude Law, Ed Harris, Rachel Weisz, Joseph Fiennes, Bob Hoskins, Ron Perlman.
O filme: “A batalha de Stalingrado, pelos olhos ocidentais. Em 1942, os nazistas invadem a União Soviética de maneira brutal. Até chegar a Stalingrado, que resiste. Enquanto a cidade arde em chamas, dois soldados inimigos começam uma guerra particular por coragem, honra e pela Nação.”
Comentários: Sérgio Prieb
Macc Avaliação: 8

05 de Junho de 2009, 18h, sexta-feira
D-day Revisited (O dia D revisitado)
Direção: Darryl F. Zanuck
Estados Unidos, 1968, Color/P&B, 51min.
Com: Darryl F. Zanuck.
O filme: “Documentário dirigido pelo famoso produtor hollywoodiano Darryl F. Zanuck, que já havia produzido o importante ‘O mais longo dos dias’ (exibido no Segundo Ciclo de Cinema). Imagens raras de arquivo e muito patriotismo em questão.”
Macc Avaliação: 8

05 de Junho de 2009, 19h, sexta-feira
D-day the Sixth of June (O dia D)
Direção: Henry Koster
Estados Unidos, 1956, Color, 106 min.
Com: Robert Taylor, Richard Todd, Dana Wynter, Edmond O’Brien, John Williams.
O filme: “Dois oficiais estão na linha de frente em 6 de junho de 1944, na invasão da Normandia. E como ambos estão apaixonados pela mesma mulher, o dia da luta também determinará qual dos dois voltará para os braços da amada.”
Comentários: Neandro Vieira Thesing
Macc Avaliação: 8,5

08 de Junho de 2009, 19h, segunda-feira
Five Graves to Cairo (Cinco covas no Egito)
Direção: Billy Wilder
Estados Unidos, 1944, P&B, 96 min.
Com: Franchot Tone, Anne Baxter, Akim Tamiroff, Erich von Stroheim, Peter van Eyck.
O filme: “Junho, 1942. Os ingleses são derrotados pelo general Rommel no Egito, deixando para trás John Bramble, um militar que se refugia em um hotel, que se torna um centro de operações alemãs. A Inglaterra depende de John que, assumindo uma identidade falsa, passa a tentar descobrir os planos nazistas. Ótimo filme de ficção produzido no calor da guerra.”
Premiações: Academy Awards®: Indicado: Edição, Direção de Arte em Preto e Branco, Fotografia em Preto e Branco.
Comentários: André Fertig
Macc Avaliação: 8,5

09 de Junho de 2009, 18h30min, terça-feira
The Big Red One (Agonia e glória)
Direção: Samuel Fuller
Estados Unidos, 1980, P&B/Color, 160 min.
Com: Lee Marvin, Mark Hamill, Robert Carradine, Bobby Di Cicco, Kelly Ward, Stéphane Audran, Siegfried Rauch.
O filme: “Filme emblemático. Um sargento conduz seu pelotão lutando desde o Norte da África até a Normandia, cruzando toda a Europa. A obra funciona como o diário de combate do esquadrão, mostrando como se lutou, como se suou e sangrou na guerra e, talvez, como foi possível sobreviver a ela.”
Premiações: Cannes Festival: Indicado Palma de Ouro.
Comentários: Tales Henrique Albarello
Macc Avaliação: 10

10 de Junho de 2009, 18h30min, quarta-feira
The Bridge on the River Kwai (A ponte do rio Kwai)
Direção: David Lean
Inglaterra/Estados Unidos, 1957, Color, 161 min.
Com: William Holden, Alec Guinness, Jack Hawkins, Sessue Hayakawa, James Donald, Geoffrey Horne.
O filme: “Front asiático. O Japão reina sobre um grande território. A obra focaliza as tensões surgidas em um campo de prisioneiros britânicos que são obrigados a construir um ponte sobre o rio Kwai. A trilha sonora de Maurice Jarre é excepcional e inesquecível, assim como o conjunto da obra.”
Premiações: Academy Awards®: Melhor Filme, Diretor, Ator (Alec Guinness), Fotografia, Edição, Trilha sonora, Roteiro. Indicado: Ator Coadjuvante (Sessue Hayakawa). BAFTA: Melhor Filme, Filme Britânico, Ator (Alec Guinness), Roteiro Britânico. Golden Globes®: Melhor Filme – Drama, Diretor, Ator – Drama (Alec Guinness). Indicado: Ator Coadjuvante (Sessue Hayakawa). Grammy: Indicado Trilha Sonora.
Comentários: Camila dos Santos
Macc Avaliação: 9

JULHO
1º de Julho de 2009, 18h, quarta-feira
Broken Silence: Algunos que Vivieron (Rompendo o silêncio: Alguns que viveram)
Direção: Luis Puenzo
Argentina/Estados Unidos, 2002, P&B/Color, 55 min.
Com: Jack Fuchs, Liza Zajak-Novera, Robert Lamberg, Benjamin Mehl, Alejandro Horvath.
O filme: “Este filme faz parte de uma série de cinco documentários sobre o Holocausto. Produzido por Steven Spielberg o filme de Luis Puenzo é um emocionante retrato dos horrores da Segunda Grande Guerra sob o ponto de vista de quem o vivenciou de perto e sobreviveu para alertar o mundo.”
Comentários: Fabricio Flores Fernandes
Macc Avaliação: 8,5

1º de Julho de 2009, 19h30min, quarta-feira
Rádio Auriverde (Rádio auriverde)
Direção: Sylvio Back
Brasil, 1990, P&B, 70 min.
Com: Imagens de arquivo e transmissões de rádio.
O filme: “Documentário que, a partir de imagens, fotos e sons, procura revelar a participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália, valendo-se do deboche e da crítica em relação a real contribuição do Brasil e da aproximação com os Estados Unidos.”
Comentários: Oscar de Oliveira Siqueira
Macc Avaliação: 8

02 de Julho de 2009, 19h, quinta-feira
Paisà (Paisá)
Direção: Roberto Rossellini
Itália, 1946, P&B, 134 min.
Com: Carmela Sazio, Robert Van Loon, Dots Johnson, Alfonsino Pasca, Maria Michi, Harriet Medin.
O filme: “Obra do neo-realismo italiano que cobre o período da invasão aliada de 1943 até o inverno de 1944, na Itália. O humanismo do filme é revelado a partir de dramas pessoais, de acertos e enganos estratégicos e da aproximação entre o natural e ficcional em Rossellini.”
Premiações: Academy Awards®: Indicado Roteiro. BAFTA: Indicado Filme Estrangeiro.
Comentários: Glaucia Vieira Ramos Konrad
Macc Avaliação: 9

03 de Julho de 2009, 19h, sexta-feira
Gembaku no ko (Filhos de Hiroshima)
Direção: Kaneto Shindo
Japão, 1952, P&B, 97min
Com: Nobuko Otowa, Osamu Takizawa, Niwa Saito.
O filme: “Obra-prima do cinema ‘poético’ japonês que revela a vida de pessoas simples depois do horror da Segunda Guerra em Hiroshima. Um filme produzindo ainda sob o impacto da bomba que ressoa até hoje na memória”.
Premiações: BAFTA: Melhor Filme Estrangeiro; Cannes Festival: Indicado ao Grande Prêmio do Festival.
Comentários: Rodrigo Lopes
Macc Avaliação: 9

23 Ciclo

Volver: um retorno

Posted in Ciclo de Cinema Histórico, Comédia, Drama on 09/04/2009 by cinemacc

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Volver (Volver, ESP, 121 min., 2006). Direção: Pedro Almodóvar. Roteiro: Pedro Almodóvar. Fotografia: José Luis Alcaine. Música: Alberto Iglesias. Elenco: Penélope Cruz; Carmen Maura; Lola Dueñas; Blanca Portillo; Yohana Cobo; Antonio de la Torre; Chus Lampreave.

 

Premiações: Academy Awards®: Indicado Atriz (Penélope Cruz). BAFTA: Indicado Atriz (Penélope Cruz); Filme Estrangeiro. Cannes Festival: Melhor Elenco Feminino; Roteiro. Indicado Palma de Ouro. César Awards: Indicado Filme Estrangeiro. Golden Globes®: Indicado: Filme Estrangeiro; Atriz (Penélope Cruz).

 

Ok, quem já leu algum dos posts aqui escritos já pode perceber que não gosto da grande maioria dos filmes do sr. Pedro Almodóvar. Mas não vou cair na ranzinzisse de apenas destruir uma obra que, sim, tem méritos. E por isso escreverei um texto valorizando um de seus filmes, que inclusive, na minha avaliação, não é o melhor, diria até longe disso.

É importante dizer que considero Fale com Ela (2002) a obra-prima, o filme nota 10 desse diretor. O roteiro envolvente, a história que trata de solidões, e as possibilidades criativo-estéticas com referências ao cinema mudo, a sua própria obra e ao universo espanhol é algo admirável e difícil de se encontrar na cinematografia mundial.

Mas vou falar aqui de Volver, que de partida tem o mesmo nome de um tango composto e interpretado por Carlos Gardel, presente na trilha sonora. Em um livro de entrevistas lançado no Brasil em 2008, Conversas com Almodóvar, ele fala que esse filme é uma espécie de “ajuste de contas” necessário com sua infância, uma espécie de produção necessária para ele procurar novos voos. O diretor busca um retorno ao passado, parecendo inspirar-se em suas próprias memórias. Almodóvar, nasceu em La Mancha, que também é a cidade natal das protagonistas.  Assim, através de suas personagens, ele parece exorcizar seus próprios fantasmas da infância, dos parentes já idosos e da morte dos pais.

A história une o cômico, o dramático e o realismo fantástico. Raimunda (Cruz), a protagonista, trabalha como faxineira no aeroporto de Madri para sustentar o marido desempregado e a filha adolescente. Sole (Dueñas), sua irmã mais velha, trabalha em casa, onde instalou um salão de beleza. Ambas visitam rotineiramente o túmulo da mãe Irene (Maura), que morreu em um incêndio causado pelo calor e pelos fortes ventos da região. Certo dia, Irene reaparece. Inicialmente, só Sole a vê, mas na verdade é com Raimunda que ela tem assuntos pendentes a acertar.

Almodóvar aborda a relação de cumplicidade, separação e vínculo entre mulheres de uma mesma família, três gerações que, de alguma forma, tiveram problemas com os homens. Cabe às mulheres o papel de cuidar e proteger a família, inclusive da violência masculina. Em Volver, o diretor constrói um subtexto elaborado a partir do tema do abuso sexual, já abordado em Má Educação (2004), mas agora pelo viés feminino. O foco sob os sentimentos de medo, culpa e vergonha servem de desbobramentos para o roteiro que situa esse tema delicado construido a partir de uma linha tênue entre o melodrama e a comédia, predominando o tom leve e descontraído, mas que ganha intensidade no desfecho.

As atrizes, com destacadas atuações, desempenham personagens típicas dos filmes de Almodóvar, misturando extravagância, força e sensibilidade. Os planos de filmagem são bem próximos aos personagens, geralmente em lugares fechados, com destaque para certos closes que valorizam a beleza de Penélope Cruz.

Uma característica do cinema de Almodóvar é realizar homenagens a história do cinema, rememorando e retornando as suas paixões de infância, adolescência e madurez. Neste filme ele cita a obra Belíssima (1951), de Luchino Visconti que também trata a relação entre mãe e filha, o que constitui um belo elo temático entre os filmes.

Sim, Volver é uma obra com teor novelesco e adocicado. Sim, é um filme que não agradará a todos. Sim, é uma obra muito mais destinada a fãs do diretor. Sim, o filme tem qualidades, tem um bom ritmo, tem o sempre destacado uso das cores e tem uma boa história. Sim vale a pena ser visto porque Almodóvar é mestre em tocar em sentimentos e afetos que envolvem experiências profundas de cuidado e proteção. E sim, este também é um post de ajuste de contas com o cinema deste diretor espanhol, mas não me peçam para falar mais… por hora.

Quando e Onde ver:
Dia 9 de Abril, 19 h, com comentários do professor Guilherme Rodrigues Passamani.
21º Ciclos de Cinema Histórico: Mulheres à Beira de uma Sessão de Cinema.
Auditório do CCSH – Centro; Rua Floriano Peixoto, 1184
Santa Maria, RS.
Entrada Franca

Macc Avaliação: 8