Arquivo de 03/04/2009

Cineclube UNIFRA: Ciclo Preto & Branco em Cores

Posted in Cineclubes, Cinema Policial, Drama, Romance on 03/04/2009 by cinemacc

Uma ótima dica de cinema nos ‘embalos’ dos sábados à tarde você pode encontrar no Cineclube UNIFRA. Este espaço de exibição, opinião e debate existe desde 2003, sempre contando com ótimos resgates de obras fundamentais da cinematografia mundial e de temas pertinentes para a sociedade.

Em abril será realizado o ciclo Preto & Branco em Cores com obras notáveis pela direção de fotografia, pelo cromatismo das películas e pelo despojamento estético dos diretores selecionados no caso Michelangelo Antonioni, Zhang Yimou e os Irmãos Coen.

O cineclube conta com a coordenação do professor e jornalista Bebeto Badke, amante da arte cinematográfica, e com a participação e organização de alunos da instituição. As sessões acontecem sempre aos sábados, 16 horas, no Salão Azul Conjunto I (Andradas, 1614) e a entrada é Franca. Maiores informações você encontra no site da UNIFRA http://www.unifra.br ou pelo e-mail nucom.unifra@hotmail.com.

Confira detalhes da programação:

04 de Abril de 2009, 16h
Il Deserto Rosso (O Deserto Vermelho)
Direção: Michelangelo Antonioni.
Itália, 1964, 116 min.
Com: Monica Vitti; Richard Harris; Carlo Chionetti; Xenia Valderi; Rita Renoir; Lili Rheims.
Sinopse: Ravenna, Itália. Nesta cidade industrial, Ugo (Chionetti), é o gerente de uma usina. Ele é casado com Giuliana (Vitti), uma dona de casa que sofre de problemas psicológicos. Numa viagem à Patagônia, ela conhece o engenheiro Zeller (Harris), o que pode mudar sua vida. O tema da incomunicabilidade está presente neste grande filme.
Premiações: Venezia Festival: Leão de Ouro; Prêmio FIPRESCI (Michelangelo Antonioni).
Macc Avaliação: 9,5

11 de Abril de 2009 *(Não haverá sessão).

18 de Abril de 2009, 16h
Shi Mian Mai Fu (O Clã das Adagas Voadoras)
Direção: Zhang Yimou.
China/Hong Kong, 2004, 119 min.
Com: Zhang Ziyi; Takeshi Kaneshiro; Andy Lau; Song Dandan.
Sinopse: No ano de 859 a China passa por terríveis conflitos. A dinastia Tang, antes próspera, está decadente. Leo (Lau) e Jin (Kaneshiro), são dois soldados que recebem a missão de matar o líder de um clã que ameaça a dinastia dominante na China. Eles elaboram um plano que conta com a participação de uma revolucionária cega (Ziyi), mas não contavam que se apaixonariam por ela.
Premiações: Academy Awards®: Indicado Fotografia. BAFTA: Indicado: Filme em Língua Estrangeira, Atriz (Zhang Ziyi), Fotografia, Figurino, Edição, Maquiagem, Efeitos Visuais, Design de Produção, Som. Golden Globes®: Indicado Filme em Língua Estrangeira.
Macc Avaliação: 8,5

25 de Abril de 2009, 16h
The Man Who Wasn’t There (O Homem que não estava lá)
Direção: Joel Coen; Ethan Coen.
Estados Unidos, 1999, 88 min.
Com: Billy Bob Thornton; Frances McDormand; Michael Badalucco; James Gandolfini; Katherine Borowitz; Jon Polito; Richard Jenkins; Tony Shalhoub; Scarlett Johansson.
Sinopse: Anos 1940, Ed Crane (Thornton) é um barbeiro infeliz, que vive com sua esposa Doris (McDormand). Ao descobrir que ela o está traindo, Ed passa então a planejar uma trama de chantagem contra ela, a fim de ensinar-lhe uma lição. Mas quando seu plano vai por água abaixo uma série de consequências desagradáveis ocorrem, incluindo vários assassinatos.
Premiações: Academy Awards®: Indicado Fotografia. BAFTA: Indicado Fotografia. Cannes Festival: Melhor Diretor (Joel Coen); Indicado Palma de Ouro. César Awards: Indicado Filme Estrangeiro. Golden Globes®: Indicado: Filme – Drama, Ator – Drama (Billy Bob Thornton), Roteiro.
Macc Avaliação: 9,5

 cineclube-unifra-2009-04

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Bardot/Vadim uma relação cinematográfica em Et Dieu… Créa la Femme

Posted in Ciclo de Cinema Histórico, Drama on 03/04/2009 by cinemacc

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Et Dieu… Créa la Femme (… E Deus Criou a Mulher, FRA/ITA, 95 min., 1956). Direção: Roger Vadim. Roteiro: Roger Vadim; Raoul Lévy. Fotografia: Armand Thirard. Música: Paul Misraki. Elenco: Brigitte Bardot; Curd Jürgens; Georges Poujouly; Jean-Louis Trintignant; Jane Marken; Jean Tissier.

 
Há um filme de Jean-Luc Godard chamado Les Mépris (ou no português O Desprezo). Nesta película há uma mulher que é o retrato da ferocidade e do desejo sexual, ao mesmo tempo em que busca a necessidade do amor e da afirmação. O nome dela: Brigitte Bardot. Diria que as cenas iniciais desse filme de Godard, lançado em 1963, são algo de mais belo, provocativo e esplendido que a arte cinematográfica pode realizar até então. Quem não viu pe dever conferir. No futuro postaremos algo mais sobre esse filme.

Mas hoje, quero falar de filme com uma Bardot sete anos de O Desprezo. Diria uma Bardot de Vadim: … E Deus Criou a Mulher. Essa obra, já traz as prerrogativas que se tornariam básicas e tradicionais da figura da mulher segundo o diretor e segundo a atriz. Eles formavam um casal na época do filme, e a questões dessa relação podem ser conferidas em Bardot, Deneuve & Fonda: As memórias de Roger Vadim. O diretor trata do relacionamento com as três divas, mas o relato sobre Bardot é o mais picante: “Ela não conhecia absolutamente nada do amor, mas parecia uma mulher plenamente desenvolta, Tomou-me em seus braços e, muito suavemente, começamos a fazer amor (…) Brigitte perguntou: – Sou uma mulher de verdade, agora? / – Não muito – respondi. – Talvez uns vinte e cinco por cento. / Ela me olhou com um meio-sorriso à Mona Lisa, sonhando com os setenta e cinco por cento que esperavam por ela.” (p.32-33). Mas essa relação se torna cinema, sem perder o tom erotizante. 

O filme trata o seguinte: Em Saint Tropez, na década de 1950, Juliett (Brigitte Bardot) é uma órfã de 18 anos, liberal e marginalizada pela sociedade por ser sedenta de prazer. Ela é desejada por um milionário, Eric Carradine (Curd Jürgens), mas se sente atraída por um homem da região, Antoine Tardieu (Georges Poujouly). Porém, ela acaba se casando com o irmão deste, Michel (Jean-Louis Trintignant) que fará de tudo para controlá-la, mesmo não sendo uma tarefa tão fácil.

A obra é considerada uma precursora da Nouvelle Vague, que por sua vez, já podem ser encontradas em filmes dos fins dos anos 1940, com diretores como Alexandre Astruc (criador da teoria da câmera-stylo – “o cinema se libertará pouco a pouco da tirania do visual, da imagem pela imagem, do enredo imediato e concreto, para tornar-se um meio de escritura tão leve e tão sutil quanto a linguagem escrita.”) -, Jean-Pierre Melville (que em seu filme 24 heures de la vie d’un clown (1946) emprega métodos modernos assemelhados aos da Vague francesa), Agnès Varda (que, em 1955, realiza La ponte courte, que configura um sentido de um cinema com um frescor e liberdade humanística) e principalmente Roger Vadim e Louis Malle, os quais, respectivamente em 1956 e 1957, lançam …E Deus Criou a Mulher e Ascensor para o Cadafalso (Ascenseur pour l’échefaud) utilizam uma linguagem desamarrada dos cânones narrativos tradicionais.

Então, a obra de Vadim além de lançar o mito de Brigitte Bardot e registrar um plano de sua imagem nua, secando ao sol, faz do cinema também um meio de ressaltar o voyeurismo, o que causa escândalo e proibições, como veremos. Vadim, antecede elementos da Nouvelle Vague experimentando novas modalidades de produção e tecendo uma apologia da liberdade existencial do homem contemporâneo desvinculando-se do tratamento temático dos padrões ‘gramaticais’ estabelecidos. Evidentemente que apenas a partir de 1959, teremos o surgimento e a consolidação dessa Escola Cinematográfica Francesa, principalmente com os membros da Cahiers du Cinema e com cineastas como Alain Resnais propondo o rompimento da relação dramática do herói em oposição ao vilão, encaixando o homem em quadro existencial em que o bem e o mal são ficções puramente lógicas. Mas a Nouvelle Vague poderá ser tema de outros textos.

Enfim, é interessante mencionar que …E Deus Criou a Mulher foi o segundo filme (o primeiro foi Boneca de Carne, de 1956, dirigido por Elia Kazan) condenado pela Legião da Decência, organização ligada à Igreja Católica Apostólica Romana nos Estados Unidos, devido ao seu conteúdo sexual. Roger Vadim refilmou seu clássico nos Estados Unidos, em 1987, contando com Rebecca De Mornay e Frank Langella no elenco, mas sem o mesmo impacto e o tom picante-sexual do original. O que geralmente acontece em refilmagens desse tipo.

Quando e Onde ver:
Dia 3 de Abril de 2009, 19 h, com comentários da historiadora Marlete Golke e do acadêmico em História (UFSM) Vinicius Bertolo.
21º Ciclos de Cinema Histórico: Mulheres à Beira de uma Sessão de Cinema.
Auditório do CCSH – Centro; Rua Floriano Peixoto, 1184
Santa Maria, RS.
Entrada Franca

Macc Avaliação: 8,5

Salas de Cinema, Santa Maria – RS, 3 de Abril – 9 de Abril

Posted in Salas de Cinema on 03/04/2009 by cinemacc

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A partir de hoje no CineMacc Blog começaremos a postar a programação dos cinemas comerciais da cidade, que ainda são poucos, mas muito melhor do que a inexistência, como ocorreu em uma época próxima.

Nesta semana, estreia Milk – a voz da igualdade grande vencedor do Oscar® de Ator e Roteiro – Adaptado, mas muito mais que isso uma obra fundamental por tratar de um tema que a próprio filme supera: Respeito e Aceitação. Também tem a estreia nacional de Monstros vs. Alienígenas mais recente animação da DreamWorks (com versões em 3D, o que não é o caso dos nossos cinemas). E também, após algum tempo em cartaz em outros centros, chega à cidade Um Hotel bom pra Cachorro. Os dois últimos são, infelizmente, dublados… visando, justamente, o público infantil.

Movie Arte Cinemas
Santa Maria Shopping – Calçadão, 1.263.
Fone: 3226-8939
Ingresso: R$ 10,00 (Inteira) e R$ 5,00 (Meia-entrada).
*Quarta-feira meia-entrada para todos.

Programação: 3 de Abril a 9 de Abril, 2009.

Monsters vs. Aliens (Monstros vs. Alienígenas )
Direção: Rob Letterman; Conrad Vernon.
Estados Unidos, 2009, 94 min.
Com: Reese Witherspoon (Voz, original); Seth Rogen (Voz, original); Hugh Laurie (Voz, original); Kiefer Sutherland (Voz, original).
Sinopse: Um grupo de monstros terrestres têm como missão salvar o mundo depois de uma invasão alienígena. Susan Murphy, uma garota da Califórnia, é atingida por um meteoro no dia de seu casamento e fica com 15 metros de altura. Depois que ela é capturada pelos militares e mantida em um local secreto do governo, o mundo descobre que os militares, durante muitos anos, estão reunindo em segredo outros monstros.
Animação, Dublado
Classificação: Livre
Exibição: Cine Movie 1 (15h, 17h, 18h45min, 21h).
Macc Avaliação: N/A

Hotel for Dogs (Um Hotel Bom pra Cachorro)
Direção: Thor Freudenthal.
Estados Unidos/Alemanha, 2009, 100 min.
Com: Emma Roberts; Jake T. Austin; Don Cheadle; Johnny Simmons; Lisa Kudrow; Kyla Pratt.
Sinopse: Baseado em um livro infantil escrito por Lois Duncan, “Lost Treasures: Hotel for Dogs”. Dois adolescentes órfãos escondem vários cachorros num hotel abandonado, até que um assistente social (Cheadle) chega no lugar para cuidar da adoção das crianças, o que poderá separá-las dos animais.
Comédia, Dublado.
Classificação: Livre.
Exibição: Cine Movie 2 (14h30min, 16h30min).
Macc Avaliação: N/A

Milk (Milk – A Voz da Liberdade)
Direção: Gus Van Sant.
Estados Unidos, 2008, 128 min.
Milk (Milk – A Voz da Igualdade, EUA, 2008).
Com: Sean Penn; Emile Hirsch; Josh Brolin; Diego Luna; James Franco; Alison Pill.
Sinopse: Baseado na vida do ativista dos direitos gays Harvey Milk. A obra enfoca de maneira dinâmica e convincente a sua trajetória durante os anos 1970, evidenciando sua ação com um agente de mudanças em San Francisco, num período em que o preconceito e a violência contra homossexuais eram aceitos abertamente. Milk buscou direitos iguais e oportunidades para todos, e para ser ouvido e respeitado candidatou-se a um cargo político na cidade, momento cerne do filme.
Ver mais em https://cinemacc.wordpress.com/2009/02/20/milk-e-a-luta-pela-dignidade/
Premiações: Academy Awards®: Melhor Ator (Sean Penn), Roteiro – Adaptado. Indicado: Filme, Direção, Ator Coadjuvante (Josh Brolin), Edição, Figurino, Trilha Sonora Original. BAFTA: Indicado: Filme, Maquiagem, Roteiro, Ator (Sean Penn). Golden Globes®: Indicado: Ator – Drama (Sean Penn). Independent Spirits: Melhor Primeiro Roteiro, Ator Coadjuvante (James Franco); Indicado: Ator (Sean Penn), Fotografia.
Drama, Legendado
Classificação: 16 anos
Exibição: Cine Movie 2 (19h, 21h30min).
Macc Avaliação: 9