Arquivo de Fevereiro, 2009

Disney-Pixar: sem limites para imaginar

Posted in Animação, Preview on 27/02/2009 by cinemacc

 Olá amigos,

A cada ano as animações da Disney-Pixar se destacam mais. A qualidade técnica e, principalmente, do roteiro é o que mais se chama a atenção quando pensamos nos filmes já lançados: Toy Story (1995), Vida de Inseto (1998), Toy Story 2 (1999), Monstros S/A (2001), Procurando Nemo (2003), Os incríveis (2004), Carros (2006), Ratatouille (2007), Wall.E (2008). Agora vem aí Up (Up, Altas Aventuras, 2009)

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A animação (em 3D) está prevista para estrear nos Estados Unidos em 29 de Maio e no Brasil, apenas em 04 de Setembro. Dirigida por Pete Doctor (argumentista de Wall.E e diretor de Monstros S/A) e Bob Peterson (roteirista de Procurando Nemo), tem um tom de nostalgia por tratar da história de um senhor de 78 anos, Carl Fredricksen, que resolve se aventurar com sua casa… pelos ares. O tratamento com personagens mais velhos geralmente possui uma fórmula de sucesso (lembram do curta-metragem Geri’s Game, sobre um idoso que joga xadrez consigo? e que, inclusive, é dublado por Peterson), resta esperar para ver se o ritmo da originalidade das histórias se manterá.

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Pra quem gosta de conferir os sites de filmes eis os links de Up, em que podemos conferir um teaser do filme e algumas outras informações: versão oficial http://disney.go.com/disneypictures/up/ ou a versão nacional http://disney.com.br/cinema/up/

Então, enquanto o céu for o limite, esperaremos por este lançamento.

Macc Expectativa: 8

Into the Wild: uma biografia rumo ao coração do homem

Posted in Drama, Oscar 2008 on 26/02/2009 by cinemacc

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Into the Wild (Na Natureza Selvagem, EUA, 2007) Direção: Sean Penn. Roteiro: Sean Penn. Fotografia: Eric Gautier. Música: Michael Brook, Kaki King, Eddie Vedder. Elenco: Emile Hirsch, Marcia Gay Harden, William Hurt, Catherine Keener, Vince Vaughn, Kristen Stewart, Hal Holbrook.

2 Indicações Academy Awards®: Ator Coadjuvante (Hal Holbrook); Edição.

2 Indicações Golden Globes®: Trilha Sonora; Canção – ‘Guaranteed’, por Eddie Vedder.

1 Indicação César®: Filme Estrangeiro.

 

Hoje resolvi escrever um pouco de um grande filme de 2007: Na Natureza Selvagem. Em seu melhor trabalho na direção, Sean Penn torna emocionante a trajetória real de Christopher McCandless da vida normal até a maior aventura de sua vida no Alasca, em busca de liberdade e de auto-conhecimento.

Penn divide a obra é dividida em cinco capítulos que procuram dar conta da experiência realizada por McCandless que, mesmo pertencendo a uma família de classe média-alta norte-americana, resolveu abandonar tudo e seguir sua natureza.

O diretor, que também escreve o roteiro baseado no livro homônimo de Jon Krakauer, valoriza o embate “profundeza da natureza selvagem” versus “auto-conhecimento”, marcando aspectos apontados pelo aventureiro em seu diário. Isso também é destacado pelos títulos e conteúdos dos capítulos:

Em Meu próprio nascimento, ele cria uma alcunha para si – Alexander Supertramp (inspirado na banda de mesmo nome), e percorre o Arizona e a Carolina do Norte, em 1990; Adolescência mostra sua trajetória por Dakota do Sul, local em que trabalha na fazenda de um homem que fortalece seu senso de liberdade, ao mesmo tempo que tem narrada a sua história por sua irmã; no capítulo Adulto, McCandless encontra caminhos de travessias rumo ao sentido de sua maturidade evidenciada  alegoricamente pelos trilhos do trem; Família trata do seu encontro com hippies pelos quais adquire um sentido de afeto, não encontrado na sua família de sangue; e, por fim, Lição de Sabedoria, Chris encontra Ron Fred, um veterano de guerra solitário, que, de maneira tocante, afeiçoa-se familiarmente pelo jovem.

Ao longo desses capítulos, que funcionam como flashbacks, são mostradas as cenas no Alasca: a sua vida junto à natureza, as belas paisagens, o encontro de Chris frente a tudo que é selvagem, e o seu cotidiano no Magic Bus.

O roteiro é excelente e muitas das reflexões do aventureiro são escritas na tela, proporcionando um visual bastante pessoal de sua história. Algumas frases são tão simples que se tornam clássicas por serem justamente o que muito de nós pensamos no cotidiano. Por exemplo, quando Chris fala “sem relógio, nem contas, nem nada, somente ali, nas montanhas com o rio, o céu, ali, na natureza selvagem”, ou quando as imagens traduzem uma simples fala da narradora: “Chris não queria ser encontrado”. Penn acerta em cheio!

As canções compostas por Eddie Vedder são brilhantes, e acertam em cheio as vivências de Chris, revelando a maturidade do personagem rumo ao universo desconhecido. As músicas ‘Guaranteed’ e ‘No Ceiling’ são poemas que expõem a verve inspirada de Vedder (que segue mais os seus ‘padrinhos’ musicais Bob Dylan e Neil Young). Mais do que a trilha desse longa, as composições mostram o despojamento e a maturidade do cantor do Pearl Jam. Vale a pena conferir o disco, no filme e no dia-a-dia porque temos uma belíssima obra de arte sonora.

Enfim, Na Natureza Selvagem é cinema para reflexão sem cair em simplificações e sem pieguices comuns como culpar o capitalismo ou o ambiente familiar deteriorado do protagonista, porque para Chris sua justificativa era seu eu. E é essa busca, a  sua grande aventura: a natureza selvagem que é o próprio coração do homem.

Assim, reflita sobre tua natureza, e um até breve!

Macc Avaliação: 9,5

Burn After Reading e o universo interligado dos Coen

Posted in Comédia on 25/02/2009 by cinemacc

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Burn After Reading (Queime Depois de Ler, EUA/FRA/ING, 2008) Direção: Joel Coen; Ethan Coen. Roteiro: Joel Coen; Ethan Coen. Fotografia: Emmanuel Lubezki. Música: Carter Burwell. Fotografia:. Elenco: John Malkovich; Frances McDormand; George Clooney; Brad Pitt; Tilda Swinton; Richard Jenkins; David Rasche; J. K. Simmons.

2 Indicações Golden Globes®: Filme – Comédia/Musical, Atriz – Comédia/Musical (Frances McDormand).

3 Indicações BAFTA®: Ator Coadjuvante (Brad Pitt), Atriz Coadjuvante (Tilda Swinton), Roteiro Original.

 

Malucos, confusos, originais, repetitivos, inteligentes, chatos, mórbidos, brilhantes. São definições possíveis aos diretores, produtores, roteiristas e editores Joel e Ethan Coen. Seus filmes possuem um tanto das adjetivações expostas acima, mas a tonalidade que eles dão a cada filme, ainda que esse se pareça com um anterior, é digna de uma capacidade irresistível de aguçar a curiosidade do espectador.

Revi hoje o complexo-cômico-negro Queime Depois de Ler. E penso se tratar de um filme dos irmãos numa grande fase de suas carreiras. Após o genial Onde os Fracos Não Têm Vez, o nível inventivo foi mantido. Os diretores retomam as parcerias com dois grandes astros: Frances McDormand e George Clooney, que estão bem na obra, mas abaixo das atuações de Brad Pitt (exalando idiotice, no bom sentido) e J. K. Simmons (um chefe da CIA por demais confuso com a falta de sentido da história).

Mas que história? Pois bem, a trama é ao mesmo tempo simples e complexa porque o roteiro está construindo justamente no acaso que liga, desliga e interliga as personagens. Poderíamos resumir da seguinte forma: Osbourne Cox (John Malkovich) é um analista que trabalha para a CIA, mas é demitido por ser acusado de estar envolvido com bebidas. Isso o faz começar a escrever um livro de memórias. Ao mesmo tempo, Katie (Tilda Swinton), sua esposa, que está tendo um caso com Harry Pfarrer (George Clooney), procura entender os motivos da demissão. Paralelamente a essa história, Linda Litzke (Frances McDormand), funcionária de uma rede de academias, faz planos para uma grande cirurgia plástica que deseja realizar, mas que é por demais cara. Ela tem em Chad Feldheimer (Brad Pitt), um professor da academia, seu melhor amigo. Até que um dia um CD perdido cai nas mãos de Linda e Chad, entregue por um faxineiro da academia. Ao perceberem que se trata de material confidencial, eles ligam para Osbourne Cox tentando conseguir dinheiro para evitar que seu conteúdo seja divulgado. E a partir daí temos um liquidificador ligado com idéias que começam a se entrelaçar e nos leva a entender a trama.

O suspense, acentuado pela trilha sonora, guia a narrativa, que é, na verdade, cômica, pois as situações são hilárias, com uma série de aberrações e críticas sutis a sociedade capitalista mais preocupada com o ter e com o ver do que com o ser e sentir. Queime Depois de Ler poderia ser resumido a uma idéia: fazer o possível para se conseguir algo, mas seria muito dúbio imaginar que a série de histórias que se interligam possa se resumir a algo tão objetivo.

Então, não queime isso depois de ler, e até breve!

Macc Avaliação: 9

Defiance: uma revolta a mais na Segunda Guerra

Posted in Cinema de Guerra, Oscar 2009 on 24/02/2009 by cinemacc

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Defiance (Um Ato de Liberdade, EUA, 2008) Direção: Edward Zwick. Roteiro: Edward Zwick; Clayton Frohman. Fotografia: Eduardo Serra. Música: James Newton Howard. Elenco: Daniel Craig; Liev Schreiber; Jamie Bell; Alexa Davalos; George MacKay; Alan Corduner; Mia Wasikowska.

1 Indicação Academy Awards®: Trilha Sonora.

1 Indicação Golden Globes®: Trilha Sonora.

 

Edward Zwick é um desses diretores que prezam por enfatizar a qualidade histórica de seus filmes. Sua preocupação mais recorrente é com o tema da liberdade e da redenção. Suas principais obras são Tempo de Glória (1989, cujo tema é a formação do primeiro regimento negro durante a Guerra de Secessão), O Último Samurai (2003, sobre a luta entre samurais e as tropas do imperador Meiji) e Diamante de sangue (2006, que trata dos problemas sociais em Serra Leoa). Este Um Ato de Liberdade segue o propósito da luta contra a opressão, mas o terreno agora é a Segunda Guerra Mundial.

No entanto, a maior qualidade do diretor é também o seu maior defeito. Já que suas obras soam como um déjà vu. A estrutura dos filmes se assemelham e, inclusive, há passagens que são meras cópias cinematográficas – quase auto-plágios. Exemplo disso são as cenas de treinamento existentes tanto no filme sobre a Guerra da Secessão, quanto no de samurais… e, também, neste sobre o conflito da Segunda Guerra.

Mas, ainda que exista esse problema de concepção artística por parte do diretor, suas obras em geral são sempre acima da média. E Um Ato de Liberdade é um bom retrato de um evento ainda pouco explorado, mesmo em se tratado do conflito mundial ocorrido entre 1939 e 1945: o avanço nazista sobre a União Soviética, em especial na Bielo-Rússia, que é o campo de batalha enfocado.

A produção, baseada no livro de Nechama Tec Defiance: the Bielski Partisans, é inspirada em fatos. Filmada na Lituânia, os diálogos seguem basicamente o russo e o inglês (com sotaque) e as cenas são grandiosas nos planos de combate e nos conflitos dos personagens em busca da fuga.

O filme começa em 1941, e trata da história de três irmãos Bielski, Tuvia (Daniel Craig), Zus (Liev Schreiber) e Asael (Jamie Bell), judeus que fogem da Polônia ocupada pelas tropas nazistas. Mas as suas lutas vão além da simples fuga. Eles preocupam-se em ajudar outros judeus perseguidos, montando um acampamento em meio a uma floresta na Bielo-Rússia, com a finalidade de combater os alemães. Esse ato de coragem e resistência atravessa várias complicações, como brigas entre irmãos e desconfiança entre os acampados.

Um elemento que colabora tanto positivamente quanto de forma negativa é a ação da força de resistência soviética, no caso os partisans (um membro de uma tropa irregular formada para se opor à ocupação e ao controle estrangeiro). Zus, descontente com o comando de Tuvia, junta-se a luta dos soviéticos enquanto os demais ficam no acampamento. Os partisans são mostrados de maneira negativa, parecendo um bando reunido sem objetivos e fora de controle, como o filme leva a crer nos desfecho.

Uma frase de Tuvia guia a trama: “nossa vingança é viver”. Isso aliado a uma clara menção ao Pessach, a páscoa judaica (que celebra e recorda a libertação do povo de Israel do Egito, conforme narrado no livro de Êxodo) tornam a obra de Zwick um campo de reflexão acerca do que foi, ainda que já bastante discutido, o holocausto para uns ou shoah para outros. Essa sequência da travessia é indubitavelmente a mais bela do filme, uma vez que fotografia e trilha sonora colaboram para torná-la verossímil e tocante.

Enfim, vale a pena ver Um Ato de Liberdade? Sim, vale. Mas procure assistir livre das antevisões dos outros filmes de Zwick, e sem associá-lo ao grupo de grandes filmes sobre holocausto, porque cada um destes filmes tem um olhar sobre o assunto, ainda que, em geral, todos definham para o mesmo fim… e para saber se Um Ato de Liberdade percorre essa trajetória você deverá vê-lo.

Assim, um até breve!

Macc Avaliação: 8

Os mais premiados de 2008

Posted in Festivais e Premiações on 23/02/2009 by cinemacc

Olá amigos,

Os primeiros dois meses de cada ano são sempre repletos de premiações referentes aos filmes produzidos no ano anterior. Muitos dessas obras estreiam no Brasil apenas nesse período, então vale a pena seguir as dicas das premiações para não errar na sessão ou na locação:

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1. Slumdog Millionaire (Quem Quer Ser um Milionário?, ING, 2008)
Direção: Danny Boyle; Loveleen Tandan.
8 Academy Awards: Filme, Diretor, Roteiro Adaptado, Edição, Fotografia, Trilha Sonora, Canção, Mixagem de Som.
4 Golden Globes: Filme, Diretor, Roteiro, Trilha Sonora.
7 BAFTAs: Filme, Diretor, Roteiro Adaptado, Edição, Fotografia, Trilha Sonora, Canção, Mixagem de Som.
Macc Avaliação: 9,5

 

 

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2. The Dark Knight (O Cavaleiro das Trevas, EUA, 2008)
Direção: Christopher Nolan
2 Academy Awards: Ator Coadjuvante (Heath Ledger), Edição de Som.
1 Golden Globe: Ator Coadjuvante (Heath Ledger).
1 BAFTA: Ator Coadjuvante (Heath Ledger).
1 Grammy: Trilha Sonora.
Macc Avaliação: 10

 

 

 

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3. The Wrestler (O Lutador, EUA/FRA, 2009)
Direção: Darren Aronofsky
2 Golden Globes: Ator (Mickey Rourke), Canção.
1 BAFTA: Ator (Mickey Rourke).
3 Independent Spirits: Filme, Ator (Mickey Rourke), Fotografia.
1 Venezia Festival: Leão de Ouro.
Macc Avaliação: 9,5

 

 

 

 

curious_case_of_benjamin_button4. The Curious Case of Benjamin Button (O Curioso Caso de Benjamin Button, EUA, 2008)
Direção: David Fincher
3 Academy Awards: Direção de Arte, Maquiagem, Efeitos Visuais.
3 BAFTAs: Direção de Arte, Maquiagem e Cabelo, Efeitos Visuais.
Macc Avaliação: 9,5

 

 

 

 

vicky_cristina_barcelona5. Vicky Cristina Barcelona (Vicky Cristina Barcelona, EUA/ESP, 2008)
Direção: Woody Allen
1 Academy Award: Atriz Coadjuvante (Penélope Cruz).
1 Golden Globe: Filme – Comédia.
1 BAFTA: Atriz Coadjuvante (Penélope Cruz).
2 Independent Spirits: Atriz Coadjuvante (Penélope Cruz), Roteiro.
Macc Avaliação: 9

 

 

 

milk46. Milk (Milk – A Voz da Igualdade, EUA, 2008)
Direção: Gus Van Sant
2 Academy Awards: Ator (Sean Penn), Roteiro Original.
2 Independent Spirits: Roteirista estreante, Ator Coadjuvante (James Franco).
Macc Avaliação: 8,5

 

 

 

 

wall_e7. WALL-E (Wall.E, EUA, 2008)
Direção: Andrew Stanton
1 Academy Award: Animação.
1 Golden Globe: Animação.
1 BAFTA: Animação.
Macc Avaliação: 9,5

 

 

 

 

 

the-reader28. The Reader (O Leitor, EUA/ALE, 2008)
Direção: Stephen Daldry
1 Academy Award: Atriz (Kate Winslet).
1 Golden Globe: Atriz Coadjuvante (Kate Winslet).
1 BAFTA: Atriz (Kate Winslet).
Macc Avaliação: 8,5

 

 

 

 

 

man_on_wire_ver29. Man on Wire (Man on Wire – O Equilibrista, ING/EUA, 2008)
Direção: James Marsh
1 Academy Award: Documentário.
1 BAFTA: Filme Britânico.
1 Independent Spirit: Documentário.
Macc Avaliação: 9,5

  

 

 

 

 

entre_les_murs10. Entre les Murs (Entre os Muros da Escola, 2008, FRA)
Direção: Laurent Cantet
1 Independent Spirit: Filme em Língua Estrangeira.
1 Cannes Festival: Palma de Ouro.
Macc Avaliação: Sem cotação

 

 

 

 

 

181_2615-longtemps-jetaime-poster_thumbnail111. Il y a longtemps que je t’aime (Há Tanto Tempo que Te Amo, FRA, 2008)
Direção: Philippe Claudel
1 BAFTA: Filme em Língua Estrangeira.
2 Berlin Festival: Prêmio do Júri, Prêmio leitores “Berliner Morgenpost”.
Macc Avaliação: Sem cotação

  

 

 

 

 

duchess_ver2112. The Duchess (A Duquesa, ING/ITA/FRA, 2008)
Direção: Saul Dibb
1 Academy Award: Figurino.
1 BAFTA: Figurino.
Macc Avaliação: 7

 

 

 

 

 

 

okuribito-1113. Okuribito (Departures, JAP, 2008)
Direção: Yojiro Takita
1 Academy Award: Filme em Língua Estrangeira.
Macc Avaliação: Sem cotação

 

 

 

 

 

 

in_bruges14. In Bruges (Na Mira do Chefe, ING/EUA, 2008)
Direção: Martin McDonagh
1 Golden Globe: Ator – Comédia (Colin Farrell).
1 BAFTA: Roteiro Original.
Macc Avaliação: 8,5

 

 

 

 

 

vals-im-bashir15. Vals im Bashir (Valsa com Bashir, ISR/FRA/ALE, EUA, 2008)
Direção: Ari Folman
1 Golden Globe: Filme em Língua Estrangeira.
Macc Avaliação: 10

 

 

 

 

 

E começamos a observação dos filmes de 2009…

Academy Awards®, 81ª Edição – Parte 2 – Os comentários

Posted in Festivais e Premiações on 23/02/2009 by cinemacc

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Olá pessoal,

Estava escrito. Quem quer ser um milionário?, de Danny Boyle (Slumdog Millionaire) faturou 8 dos 10 prêmios que havia sido indicado na 81ª Cerimônia dos Academy Awards®, que aconteceu no Kodak Theatre, Los Angeles, no dia 22 de Fevereiro, em meio ao carnaval brasileiro.

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A festa optou por grandes diferenças. Começando com Hugh Jackman como host, que logo no princípio apresentou um número da dança em que cantou os principais indicados da noite.

O show foi dividido em seis grandes partes, cada uma realçando uma fase peculiar da produção de um filme. Essa estratégia foi bastante interessante principalmente porque trouxe clareza aos espectadores. Vejamos: a parte 1 foi denominada no roteiro do Oscar® de “A Página em Branco” (“The Blank Page”) e referiu-se aos prêmios de Roteiro e Animação, além de Melhor Atriz Coadjuvante; a parte 2  caracterizou a “Produção” de um filme com as estatuetas de Direção de Arte, Figurino e Maquiagem; Já a parte 3 englobou as categorias de Fotografia e os Prêmios Técnicos, além de Documentários e Ator Coadjuvante; a parte 4 pontuou prêmios da “Pós-Produção” como Efeitos Visuais, Sonoplastia e Edição;  a parte 5 premiou os quesitos da “Música” com Trilha Sonora e Canção; e por fim, foram entregues os “Big Awards” para Diretor, Atriz, Ator e Filme, fechando a festa. Entremeando cada uma das partes foram exibidos cinco clipes com os Melhores Filmes de 2008, sumarizando o ano pelos gêneros: Filme de Animação (com destaque para Wall.E), Romance, Comédia (em que até o Framboesa de ouro O Guru do amor, apareceu!), Documentário e Ação (com destaque para The Dark Knight e Hancock), além da exibição dos prêmio de pesquisa e avanço técnico, do prêmio humanitário Jean Hersholt (que esse ano foi para Jerry Lewis) e do sempre comovente in memoriam.

Em resumo foi um espetáculo mais dinâmico e dançante, do que cômico. Mas algumas piadas foram bastante criativas como a de Ben Stiller Ele estava caracterizado de Joaquim Phoenix em sua fase Hip Hop, e fizeram menção a entrevista de Phoenix no Late Show de David Letterman. Ficou engraçado. 

Ben "Joaquin Phoenix" Stiller e Natalie Portman na premiação de Melhor Fotografia

Ben "Joaquin Phoenix" Stiller e Natalie Portman na premiação de Melhor Fotografia

Mas qual foi a nossa apreciação dos vencedores e das surpresas das premiações?

Pois bem, antes de tudo devo dizer que achei justo Quem quer ser um milionário? vencer as principais categorias do Oscar® como Filme, Direção, Roteiro, e também em prêmios técnicos como Edição e Fotografia. Mas também foi exagerado premiar a Canção “Jai Ho” e a Mixagem de Som. O filme é um primor sonoro como a Trilha Sonora, que também recebeu a estatueta, comprova, sendo bastante inventivo e pulsante, entretanto havia outros concorrentes tão bons quanto o filme de Danny Boyle como Wall.E (que ficou apenas com o de Animação) e O cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, que além do prêmio justo para Ledger, também venceu Edição de Som).

Sobre O Curioso Caso de Benjamim Button (The Curious Case of Benjamin Button) os prêmios óbvios ele conquistou: Maquiagem, Efeitos Visuais (que incorpora e trabalha lado a lado com a Maquiagem) e Direção de Arte. Talvez a extensa pesquisa de Figurino [que ficou para o filme de época A Duquesa (The Duchess)] também fosse merecida, além da direção segura de David Fincher, mas o prêmio para ele ficará para outra vez.

Sean Penn está magnífico em Milk – A Voz da Igualdade (Milk) – filme que também venceu Roteiro Original – e foi um prêmio justo também pela carreira, já que seu maior rival na noite Mickey Rourke tem um desempenho magnífico em O Lutador (The Wrestler), mas a falta de simpatia dos votantes da academia foi o diferencial neste caso. Penn dois Oscars® na carreira… e com seu talento ainda poderá levar mais.

Personagem e Personalidade: Sean Penn e Harvey Milk

Personagem e Personalidade: Sean Penn e Harvey Milk

Kate Winslet já havia sido indicada 6 vezes. Então um prêmio pela carreira seria justo. Não considero sua Hanna Schmitz em O Leitor (The Reader) a melhor performance da atriz, ainda que ela se sobressaia na obra, mas tendo em vista as concorrentes desse ano creio ter sido merecido a vitória da britânica.

Para Ator Coadjuvante Heath Ledger foi óbvio. Sua atuação é perfeita em O cavaleiro das Trevas, tendo criado um Coringa único e definitivo. Mas a categoria Atriz Coadjuvante e a vitória dada a favorita Penélope Cruz, por Vicky Cristina Barcelona, seria justo se ela não tivesse concorrentes que dão aula de interpretação como Viola Davis e Amy Adams em Dúvida, e mesmo Marisa Tomei em O lutador. Em todo caso, é sempre bom ver alguém estrangeiro vencer falantes da língua inglesa, e Cruz está interessante no papel, ainda que exagerada.

Para documentário Man on Wire era uma aposta objetiva, pois se tratava do melhor roteiro e da melhor produção. O filme mescla cenas reais da época, com atores que reencenam todo o plano arquitetado por Philippe Petit, que em 1974, quando as Torres Gêmeas haviam sido recém-inauguradas, procurou atravessar o vão entre os prédios através de uma corda de aço. O resultado é um documentário de ação, que envolve e desperta suspense. Inovador.

A surpresa: o que é Okuribito (Departures), do Japão, para Filme em Língua Estrangeira?  a obra teve ótimos comentários dos críticos Ana Maria Bahiana e Rubens Ewald Filho e narra a história de um homem responsável por arrumar os corpos de falecidos nos caixões. Sinistro! Mas, interessante! Tudo bem que ainda não vi o filme, porém eu não via concorrentes para o magnífico e inventivo Valsa com Bashir (Vals im Bashir). Talvez o conflito entre Israel e Líbano e a força do filme tenham sido um motivo para os votantes negá-lo, mas você não pode deixar de ver essa obra de arte.

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Naquelas categorias em que ver os filmes é quase uma busca pelo impossível, Documentário em Curta-Metragem (vencido pelo norte-americano que tematiza crianças na Índia Smile Pinki), Filme em Curta-Metragem [conquistado pelo alemão Spielzeugland (Toyland)] e Animação em Curta-Metragem, gostaria de saudar apenas essa última que pude acompanhar. O prêmio ficou merecidamente com o japonês La Maison em Petits Cubes (Casa de Pequenos Cubos). Esta é uma animação que foge do hoje convencional uso do CGI (como faz a Pixar, por exemplo), sendo a mais complexa tanto artística (computador em 2D e desenho em lápis) quanto tematicamente (a obra narra a história de um solitário idoso que para fugir de uma inundação, vai adicionando andares sobre sua antiga casa que está submersa. Também submerso, estão suas memórias e os momentos felizes que passou ao lado da família. Brilhante!

Enfim, sabemos que as premiações do Oscar® são movidas pela emoção e pela política que muitos estúdios empregam nas suas campanhas de divulgação, mas nesta 81ª edição podemos ver que entre a busca por respostas e a trajetória dos filmes de 2008, o grande vencedor do Academy Awards® 2009 encontrou seu destino nas mãos de um “vira-latas”, agora milionário.

Então, não deixe de ver os filmes premiados.

Academy Awards®, 81ª edição – Parte 1 – Os vencedores

Posted in Festivais e Premiações on 23/02/2009 by cinemacc

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Olá pessoal, vocês já devem saber mas vou arquivar aqui a listagem dos vencedores do Oscar® 2009:

Filme: Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire)

Ator: Sean Penn, por Milk – A Voz da Igualdade (Milk)

Atriz: Kate Winslet, por O Leitor (The Reader)

Ator Coadjuvante: Heath Ledger, por O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight)

Atriz Coadjuvante: Penélope Cruz, por Vicky Cristina Barcelona

Diretor: Danny Boyle, por Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire)

Filme em Língua Estrangeira: Okuribito (Departures) (Japão)

Animação: Wall-E

Roteiro Adaptado: Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire)

Roteiro Original: Milk – A Voz da Igualdade (Milk)

Fotografia: Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire)

Direção de arte: O Curioso Caso de Benjamim Button (The Curious Case of Benjamin Button)

Figurino: A Duquesa (The Duchess)

Documentário: Man on Wire

Documentário em curta-metragem: Smile Pinki

Montagem: Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire)

Maquiagem: O Curioso Caso de Benjamim Button (The Curious Case of Benjamin Button)

Trilha sonora original: Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire)

Canção: “Jai Ho” Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire)

Curta-Metragem de Animação: La Maison de Petits Cubes (Casa dos Pequenos Cubos)

Curta-Metragem: Spielzeugland (Toyland)

Edição de Som: O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight)

Mixagem de Som: Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire)

Efeitos Visuais: O Curioso Caso de Benjamim Button (The Curious Case of Benjamin Button)

 

Prêmios totais8 Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire)

3 O Curioso Caso de Benjamim Button (The Curious Case of Benjamin Button)

2 Milk – A Voz da Igualdade (Milk)

2 O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight)

1 A Duquesa (The Duchess)

1 Vicky Cristina Barcelona

1 O Leitor (The Reader)

1 Okuribito (Departures) (Japão)

1 Wall-E

1 La Maison de Petits Cubes (A Casa dos Pequenos Cubos)

1 Spielzeugland (Toyland)

1 Smile Pinki

1 Man on Wire